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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 841

Todos da equipe voltaram os olhos para Valentino, aguardando sua decisão.

A equipe da Sinar Medical queria oferecer uma recepção mais autêntica e descontraída, mas ninguém ali parecia se dar conta da forte mania de limpeza do diretor. Afinal, um homem tão exigente com a higiene jamais comeria em uma simples barraca de espetinhos na rua, certo?

Justo quando alguém de sua própria equipe fez menção de intervir para alertar os anfitriões, Valentino os surpreendeu.

— Pode ser aqui mesmo. — Decidiu ele, com a voz serena e inabalável.

Um dos diretores do departamento logo puxou uma cadeira de plástico com um sorriso largo, convidando-o a se sentar.

Só depois que Valentino se acomodou é que os demais fizeram o mesmo. Quase de imediato, um assistente lhe estendeu um pacote de lenços umedecidos. Ele pegou um e começou a limpar a superfície da mesa com toda a calma do mundo, enquanto erguia o olhar de forma sutil na direção do outro grupo.

Quando seus olhos encontraram os de Liliane, ela desviou o rosto num piscar de olhos, fugindo daquele contato visual.

— Aquele ali é o diretor do Grupo de Pesquisa Farmacêutica, o Sr. Valentino, não é? — Sussurrou uma das mulheres da mesa.

— É ele mesmo, e nossa, como é lindo! Será que ele é solteiro? — As colegas de trabalho suspiravam, encantadas com a presença marcante do executivo.

Sem hesitar, Liliane cortou o clima de romance no ar.

— Ele já é noivo.

A revelação foi como um banho de água fria, despedaçando as ilusões daquelas mulheres num instante.

Mesmo com a decepção evidente, isso não as impediu de continuar admirando a beleza do homem de longe.

— Que inveja da noiva dele... — Comentou outra garota, com um tom sonhador.

— Nem me fale! Se eu acordasse todos os dias com um rosto desses do meu lado, juro que acordaria rindo de orelha a orelha.

Por fora, Liliane mantinha uma pose impecável de quem não dava a mínima, mas por dentro seus pensamentos estavam uma verdadeira bagunça. Ela lançava olhares furtivos na direção de Valentino.

"Como deve ser acordar e dar de cara com ele todas as manhãs?", ela se questionou em silêncio. Apenas a ideia já era suficiente para deixar sua imaginação correr solta. No fundo, a maior curiosidade dela era outra.

"Como um homem tão frio e metódico como ele deve se comportar na cama?", pensou ela.

A fantasia foi tão intensa e inusitada que ela não conseguiu se conter e acabou soltando uma risada alta.

No mesmo instante, o supervisor e todos ao redor pararam o que estavam fazendo e olharam para ela. O silêncio tomou conta do ambiente, atraindo até mesmo a atenção da mesa de Valentino.

Ao perceber que todos a observavam confusos, Liliane sentiu o rosto queimar de vergonha. Ela limpou a garganta, abaixou a cabeça e murmurou:

— Desculpem, lembrei de uma coisa engraçada.

Na outra mesa, Valentino tamborilava os dedos longos na superfície de plástico num ritmo lento e desinteressado, até que as travessas de comida começaram a chegar. Quando alguém tentou servi-lo primeiro por educação, ele fez um gesto com a mão, recusando a oferta.

— Pelo visto, ela se entrosou muito bem com o novo grupo. — Comentou ele, com a voz tão neutra que não deixava transparecer emoção alguma.

— Ah, sem dúvida! Ela se adaptou numa velocidade incrível. — Respondeu o supervisor, empolgado com os elogios. E, fazendo questão de valorizar a funcionária, acrescentou. — Sem contar que a Liliane pega as coisas no ar. É super esforçada e tem uma facilidade enorme para aprender processos novos.

Valentino apenas apertou os lábios, escolhendo guardar seus pensamentos para si.

"Eu já sabia que ela era inteligente e rápida para aprender.", pensou ele. Aquilo já tinha ficado claro na época em que estavam em Macondo. A grande diferença era que, naquele tempo, ela não colocava o coração no trabalho. O problema nunca foi falta de capacidade, mas sim pura falta de vontade.

A noite de confraternização chegou ao fim, e para a frustração de Liliane, Valentino não fez nenhum movimento na direção dela. Pior ainda, ele se despediu e foi embora antes de todo mundo.

Ela fez o possível para manter um sorriso no rosto, mas a decepção pesava em seu peito.

"Por que ele se deu ao trabalho de me explicar os motivos da rejeição, se agora age como se eu nem existisse?", ela se questionava, lutando para entender as atitudes contraditórias daquele homem.

Enquanto aguardava na calçada, sentindo o vento noturno bater no rosto, um dos colegas de trabalho se aproximou.

— Liliane, você está sem carro hoje? Se quiser, eu te dou uma carona até em casa. — Ofereceu o rapaz, notando que ela parecia meio perdida em pensamentos.

Ela hesitou por um segundo, olhando mais uma vez para o fim da rua vazia, antes de suspirar e concordar.

— Tudo bem, obrigada.

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