O escândalo não demorou a atrair a atenção da prefeitura local. Assim que a reunião terminou, Márcio foi até a residência de Ronaldo, exibindo uma expressão carregada e sombria.
Ronaldo, que já estava a par da situação e sabia muito bem o motivo daquela visita, manteve a postura de anfitrião e o recebeu na sala de estar com um sorriso receptivo.
— O senhor chegou... — Cumprimentou Ronaldo, tentando amenizar o clima.
Sem dizer uma palavra, Márcio parou em frente à mesa e derrubou todo o jogo de café num movimento brusco. O barulho alto da louça quebrando assustou os capangas ao redor, fazendo com que todos baixassem os olhos e mantivessem um silêncio absoluto.
Ronaldo desfez o sorriso por um instante, mas disfarçou a tensão e continuou no mesmo lugar, sem demonstrar pânico.
Depois de colocar a raiva para fora, Márcio caminhou na direção do anfitrião, transparecendo pura fúria.
— Que palhaçada é essa? De onde surgiram esses desgraçados? Por que você não me avisou assim que a notícia vazou? — Esbravejou Márcio, sem medir as palavras.
Ronaldo desviou o olhar para o chão e tentou se justificar, engolindo a seco.
— Peço desculpas, chefe. Quando eu fiquei sabendo, já era tarde demais para fazer alguma coisa.
— Chefe, para ser sincero, a culpa não é do Ronaldo. — Interveio um homem enorme, que ostentava uma tatuagem de cobra no pescoço. Ele deu um passo à frente para defender o patrão. — Nós estávamos todos concentrados em vigiar aquela dupla da Sinar Medical, e acabamos deixando a situação do hospital passar batido.
— E vocês conseguiram descobrir alguma merda de útil vigiando os dois?! — Rebateu Márcio aos gritos.
O grandalhão ficou com cara de tacho e respondeu com a voz sumida:
— Não...
Márcio lançou um olhar de puro desprezo para o brutamontes e voltou sua atenção para Ronaldo, encarando o aliado com a mesma frieza de um gavião.
— Se a Vigilância Sanitária começar a investigar esse esquema de remédios falsificados, vamos estar em apuros muito sérios.
Ronaldo abaixou a cabeça, assumindo uma postura submissa.
— Eu entendo a gravidade.
— É bom mesmo que entenda. — Retrucou Márcio, erguendo a mão para limpar a gola da camisa de Ronaldo, como se estivesse batendo a poeira da roupa dele. — Quando a bomba estoura, alguém sempre tem que pagar o pato. Antes que isso aconteça, nós precisamos jogar toda a culpa no colo da Sinar Medical.
Mais tarde, Ronaldo acompanhou Márcio até a porta e observou o carro ir embora. Assim que ficaram a sós, o capanga tatuado se aproximou para reclamar, cheio de indignação.
— Sr. Ronaldo, esse Márcio acha que é quem, só porque tem um cargo na prefeitura? Ele não é ninguém! Se não fosse ele quem tivesse vindo rastejando pedir parceria lá atrás, prometendo segurar a sua barra, você nem olharia na cara dele. Quando está tudo em paz, o cara não dá um pio, mas é só dar problema que ele vem bater aqui para cobrar. Que nojo! Ele se acha o dono do mundo!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...