O diretor da farmácia mal teve tempo de erguer a xícara para dar o primeiro gole na água quando a porta do escritório se abriu abruptamente.
O assistente de Ronaldo entrou correndo, com a respiração ofegante e a testa banhada de suor, trazendo o pânico estampado no rosto. Ao perceber que havia uma terceira pessoa na sala, ele hesitou por um instante, mas logo se aproximou do patrão e relatou em um sussurro tenso que o Jacó havia sido levado pela polícia sob a acusação de perturbação da ordem e agressão, e que várias testemunhas no local haviam confirmado que o bando dele tinha iniciado a briga.
O silêncio que se seguiu foi tão pesado que o ar no escritório pareceu congelar num instante.
— Perturbação da ordem? — Repetiu Ronaldo, estreitando os olhos enquanto processava a informação.
— Sim, senhor, pelo menos essa é a acusação inicial. — Respondeu o assistente, medindo cada palavra para não enfurecer o chefe. — O fato é que os policiais levaram todo mundo para a delegacia.
— Como assim levaram todo mundo? — Interrompeu o diretor da farmácia, levantando-se do sofá em um salto, com o rosto subitamente pálido. — Você está me dizendo que os seus homens foram presos, Ronaldo?
Antes mesmo que o cúmplice pudesse esboçar qualquer resposta, o diretor começou a andar de um lado para o outro pelo tapete, esfregando as mãos de puro nervosismo enquanto murmurava:
— Preciso avisar o Sr. Márcio imediatamente sobre a complicação com a polícia.
Ele fez menção de caminhar em direção à saída, mas a porta foi escancarada com violência, revelando que os dois seguranças que guardavam o corredor já haviam sido neutralizados e estavam caídos no chão.
— Mas já vai embora? A conversa nem começou. — Ironizou Sebastião, entrando no recinto enquanto massageava os punhos, acompanhado de perto por Valentino e Liliane.
O diretor da farmácia arregalou os olhos ao reconhecer a jovem que vinha logo atrás.
— Você... O que você está fazendo aqui? — Gaguejou ele, dando um passo para trás.
Liliane franziu a testa ao ligar os pontos, compreendendo toda a teia de corrupção que envolvia aquela ala médica.
— Então você também está metido até o pescoço no esquema dos remédios falsificados? — Questionou ela, encarando-o com severidade.
— Não invente calúnias! Não tenho nada a ver com essa história! Vocês que se entendam, estou indo embora. — Declarou o diretor, tentando passar espremido pela lateral da porta para escapar dali.
No entanto, antes que pudesse dar o segundo passo, Valentino colocou uma das mãos sobre o ombro dele, aplicando uma pressão firme que o impediu de avançar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...