Todos os veículos de comunicação presentes tinham a plena noção de que aquela aparição pública era o momento decisivo para a Sinar Medical, um divisor de águas entre a sobrevivência no mercado farmacêutico ou a ruína completa de sua credibilidade.
Ricardo subiu ao tablado vestindo um terno escuro de corte impecável, caminhando com passos seguros e calmos até o centro da bancada. Ele dispensou anotações e papéis avulsos, apoiando sobre a madeira apenas uma pasta encorpada com documentos timbrados. Ao se inclinar diante do microfone, a sua voz firme ecoou pelas caixas acústicas com uma serenidade inabalável:
— Em relação às denúncias que circularam nos últimos dias sobre a suposta fabricação de remédios adulterados por parte da Sinar Medical, e diante da dor dos familiares de pacientes em Santa Aurora, a nossa diretoria vem a público manifestar o mais sincero pesar por toda a angústia causada a essas pessoas.
Um clamor de disparos de máquinas fotográficas se misturou aos cochichos rápidos dos jornalistas na plateia, que aguardavam a admissão da culpa.
— Contudo, expressar solidariedade jamais deve ser confundido com assumir culpa. — Ricardo ergueu um pouco o tom de voz, pontuando cada sílaba com autoridade indiscutível. — Após uma auditoria detalhada conduzida pelo nosso comitê independente em conjunto com as autoridades policiais, a verdade foi devidamente apurada. Os lotes clandestinos de medicamentos nunca saíram dos laboratórios industriais da Sinar Medical, mas foram inseridos no circuito a partir do município de Santa Aurora. Há três anos, um antigo funcionário do nosso setor de qualidade aproveitou as viagens de inspeção técnica para firmar um conluio com o chefe de gabinete daquela comarca. Juntos, eles subornaram a administração e a chefia de farmácia do hospital regional para desviar as nossas formulações originais e colocar placebos perigosos no lugar. Além disso, o plano desse grupo envolvia usar as nossas rotas de logística para espalhar essa farsa por outras regiões do país.
Com um toque no controle remoto sobre a mesa, Ricardo fez o enorme telão de LED atrás de si projetar os extratos bancários das contas de Max, o histórico de contatos telefônicos dele com os cúmplices e os laudos periciais comparando as fórmulas verdadeiras com as adulteradas.
O auditório entrou em polvorosa com a exibição da papelada, enquanto repórteres e fotógrafos erguiam celulares e câmeras para registrar cada linha daquela prestação de contas.
— Estamos lidando com um crime hediondo de desvio interno mancomunado com forças políticas daquela região. — Prosseguiu Ricardo com a voz cortante como lâmina. — Todas as provas foram entregues ao Ministério Público e à polícia, que já efetuaram prisões preventivas. A nossa empresa não tolera e nunca vai tolerar qualquer ameaça à saúde pública, não importa quem seja o infrator ou o tamanho da cadeira que ele ocupe.
Ricardo fez uma breve pausa, olhando nos olhos dos profissionais de imprensa que ocupavam as primeiras fileiras.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...