Liliane saiu do restaurante acompanhada pelos colegas de trabalho. Ficando alguns passos para trás, ela aproveitou a distração do grupo para abrir o WhatsApp e checar a conversa com Valentino.
"Esse homem quase não fala nada por mensagem! Passou a tarde inteira sem me responder uma única palavra... Que implicância com quem tem essa mania de sumir!", pensou ela.
— Ué, aquele ali na frente não é o senhor Valentino? — Comentou alguém do grupo, chamando a atenção de todos.
Liliane ergueu os olhos no mesmo instante e congelou ao avistar a figura encostada junto ao carro, logo adiante.
Valentino exibia sua postura imponente de sempre, com as mãos afundadas nos bolsos e a silhueta emoldurada pela luz amarelada dos postes da rua, que destacavam seu ar distante e refinado. Mesmo cercado pelo movimento e pelo burburinho da calçada, ele parecia pertencer a outro mundo, como se carregasse uma barreira invisível ao redor de si.
O coração de Liliane falhou uma batida. Em um reflexo involuntário, ela apagou a tela do celular e enfiou o aparelho no bolso. Havia acabado de chamá-lo de insuportável em pensamento, e agora, ao dar de cara com ele em carne e osso, sentiu um frio repentino na espinha.
— O senhor Valentino tá olhando pra cá? — Cochichou uma colega.
— Não pode ser, a equipe dele não tinha voltado para Riviera?
— A questão é: alguém aqui conhece o chefe a esse ponto? Parece mesmo que ele tá esperando a gente...
Quem ia na frente olhou para trás buscando respostas. Conforme os outros negavam com a cabeça e faziam gestos de dúvida, Liliane foi a única que abaixou a cabeça, tentando passar despercebida.
Sem pressa, Valentino virou o rosto na direção do grupo. Seu olhar penetrante atravessou as pessoas e pousou com precisão sobre Liliane. A expressão dele continuava neutra, mas, ao notar a aflição estampada no rosto dela, uma sombra quase imperceptível de divertimento surgiu no canto de seus olhos.
— Boa noite, senhor Valentino. Que coincidência encontrar o senhor por aqui... — Cumprimentaram os colegas ao passarem por ele.
— É, uma grande coincidência. — Respondeu ele, sucinto.
— O senhor está esperando alguém?
Valentino não respondeu à pergunta. Manteve os olhos cravados em Liliane, fazendo com que todos seguissem a direção do seu olhar e compreendessem tudo num instante: o alvo era ela.
— Liliane, você vai continuar fingindo que não me conhece? — Perguntou ele com a voz calma, sem deixar transparecer nenhuma emoção evidente, embora uma leve curva na sobrancelha entregasse a cobrança.
Os colegas trocaram olhares sem jeito e trataram de se despedir:
— Bom, Liliane, a gente já vai indo nessa. Até amanhã!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...