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A OBSESSÃO DO CEO: OS TRÊS PEQUENOS GÊNIOS romance Capítulo 106

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- Mamãe, não dê ouvidos às bobagens daquelas pessoas - disse Lucca apressadamente, segurando a mão de Luana.

Seus olhos infantis transbordavam uma preocupação protetora, temendo que ela se magoasse.

Luana sorriu com doçura, agachando-se para ficar na altura deles.

- Está tudo bem, meus amores. A mamãe não se abala com palavras vazias. Mas escutem: se algum dia vocês não se sentirem felizes aqui, prometam que contarão para mim, certo?

Os três pequenos balançaram as cabeças em uníssono. Eles não se importavam com o veneno alheio; sabiam quem era a mãe que tinham.

Após um abraço apertado, seguiram a professora para dentro do jardim de infância.

A diretora aproximou-se de Luana, visivelmente constrangida.

- Sra. Luana, peço desculpas. Ontem houve um tumulto no portão durante a saída. Nós contivemos a situação imediatamente, mas infelizmente isso alimentou boatos entre os outros pais.

Eu pretendia falar com a senhora pessoalmente, mas como a governanta buscou as crianças ontem, não houve oportunidade.

- Tudo o que peço é que as crianças sejam protegidas dentro desses muros - respondeu Luana, firme.

- O resto eu resolvo lá fora.- Pode confiar na nossa instituição - garantiu a diretora. - Seus filhos serão tratados com a justiça e o carinho de sempre.

Não permitiremos que o ambiente escolar seja contaminado.

Enquanto se afastava, Luana ouviu gritos de outros pais exigindo a expulsão de seus filhos, mas a diretora manteve-se firme, sugerindo que, se estivessem insatisfeitos com a ética da escola, eram livres para buscar outra.

Luana caminhou até a beira da estrada. Como seu carro ainda estava na oficina após o "incidente", ela precisava de um táxi.

Era hora do rush em uma área nobre; todos pareciam ter seus próprios motoristas, e as calçadas estavam desertas.

De repente, uma mulher obesa e de rosto furioso correu em sua direção como um touro desgovernado.

- Sua vadia! Já que ninguém te coloca no seu lugar, eu mesma vou... Aaaai!

Antes que a mão pesada da mulher atingisse o rosto de Luana, o pé da agressora deslizou violentamente.

Ela caiu de costas com um estrondo que pareceu fazer o asfalto vibrar.

- Inútil! - gritou Hortência para a mulher no chão. - Você não consegue lidar nem com uma coisinha dessas?

Você e seu marido são dois fracassados. Por que ele ainda está na nossa empresa?

A mulher agarrou o braço de Hortência, implorando:

- Senhorita Hortência, por favor! Meu marido deu a vida por aquela filial! Temos hipoteca, carro, filhos pequenos... não faça isso!

- Isso é problema seu - desdenhou Hortência, tentando se soltar. Mas a mulher era forte e a segurava com o desespero de quem perde o chão.

- Me solta agora, ou eu ligo para o RH e mando seu marido para a rua neste instante!

Amedrontada, a mulher soltou-a. Hortência ajeitou a roupa, bufando de nojo. Aquela "porca estúpida" não servia nem para um ataque simples.

Ainda com o rosto marcado pelo hematoma que a maquiagem pesada não conseguia esconder - cortesia do último encontro com Luana - Hortência pegou o celular e ligou para Camila.

- Ei, amiga... você está livre? Aquela estratégia que você me deu não funcionou muito bem. Podemos conversar?- Sinto muito, Hortência, estou gravando agora. Falamos depois - respondeu Camila, desligando rapidamente.

Hortência sentiu o gosto amargo da derrota. Precisava se esconder em casa até que o roxo no rosto sumisse e ela pudesse bolar um plano que realmente destruísse aquela "caipira" de uma vez por todas.

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