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A OBSESSÃO DO CEO: OS TRÊS PEQUENOS GÊNIOS romance Capítulo 113

Os olhos de Camila se encheram de lágrimas enquanto ela observava a expressão ilegível de Alessandro. Por dentro, o ódio a consumia; ele não dedicara um segundo de atenção genuína a ela desde que as crianças haviam saído.

Ela cerrou os punhos sob a mesa, as unhas cravando-se na pele, mas recuperou o papel de vítima assim que abriu a boca:

— Alessandro... eu consigo aguentar a dor por mais um pouco. Por favor, não vamos para o hospital agora, está bem? É o meu aniversário.

Alessandro olhou para ela, mas seus pensamentos estavam longe. De repente, ele se levantou:

— Com licença, Camila. Esqueci algo urgente, preciso me ausentar por um momento.

O rosto de Camila ficou sombrio. Até um tolo saberia que ele estava preocupado com os dois meninos que saíram correndo! Ela forçou um sorriso perfeito, embora quisesse gritar.

— Sem problemas. A comida ainda nem foi servida.

Enquanto isso, Lucca e Matteo corriam pelo corredor de serviço. Ao verem um garçom se preparando para levar os pratos da mesa de Alessandro, eles o interceptaram.

O garçom quase derrubou a bandeja com o susto. Estava prestes a dar uma bronca, mas a postura profissional e os rostos adoráveis dos meninos o impediram.

— Crianças, aqui é a cozinha, é perigoso. Cadê os pais de vocês?

Lucca fez uma reverência educada, digna de um pequeno cavalheiro.

— Mil desculpas, não queríamos assustá-lo. Mas temos uma missão muito importante.

Matteo assentiu, fazendo sua melhor cara de "anjinho indefeso".

— Sabe... hoje é o dia. Nosso pai canalha... quer dizer, nosso papai... quer pedir nossa madrasta em casamento. Ele queria fazer uma surpresa e pediu para colocarmos esta caixinha de anel no prato dela.

— É que... — continuou Lucca, fingindo emoção — nós realmente queremos uma nova mãe que cuide de nós. Ela é maravilhosa, não queremos perdê-la.

Matteo quase vomitou ao dizer aquelas palavras. Gostar daquela mulher fedorenta? Nem em um milhão de anos!, pensava o pequeno. Mas o plano era perfeito.

O garçom, comovido pelos "órfãos" de mãe que buscavam um novo lar, abriu a caixinha, viu o anel (uma joia de brinquedo muito realista que os meninos pegaram de Mia) e aceitou o plano.

— Alessandro! Oh, meu Deus! Obrigada! Você... por favor, não me faça esperar. Ajoelhe-se e peça! Eu direi sim agora mesmo!

Alessandro franziu a testa, olhando para a caixa como se fosse uma bomba relógio. Ele não tinha comprado anel nenhum. Ele não planejava nada daquilo.

Instintivamente, ele virou a cabeça para olhar para a reação de Luana. Ele queria ver se ela estava com ciúmes, se aquilo a afetava. Mas Luana estava apenas ajudando os filhos a comer, rindo com Vivian, como se ele fosse invisível. O descaso dela o irritou profundamente.

— Alessandro, você não vai falar nada? — pressionou Camila, já com o celular na mão para gravar o "noivado" e limpar sua imagem com o público.

Alessandro olhou para a caixa e depois para o rosto ansioso de Camila. Ele disse com a voz fria e cortante:

— Desculpe, Camila. Eu não preparei isso. Deve ter havido algum engano... ou uma brincadeira de péssimo gosto.

O sorriso de Camila murchou instantaneamente, enquanto, na mesa ao lado, dois garotinhos tentavam segurar o riso atrás dos guardanapos.

O "não-pedido" de casamento foi um balde de água fria em Camila. Como ela reagirá a essa humilhação pública?

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