Luana ficou ali parada, congelada como uma estátua de pedra. Internamente, ela já havia praguejado inúmeras vezes. A capital era uma metrópole imensa, com milhares de hotéis; por que o destino tinha que colocá-la justamente ali, diante dele?
Ela decidiu que sua melhor estratégia seria a covardia: fingir que eram completos estranhos. Com tanta gente ao redor, ela apostava que ele não se atreveria a fazer nada fora do comum. Desviando o olhar com uma indiferença ensaiada, Luana rezava para que ele fosse embora logo. Que ironia cruel; ela o evitava como a peste, mas o azar a jogou direto nos braços do perigo.
Desde que entrou na sala, o olhar de Alessandro permaneceu fixo nela. Ao notar a expressão de "culpa" no rosto de Luana, uma onda de irritação o invadiu. Essa mulher é idiota?, pensou ele. Ela não percebe que esse homem ao lado dela é um velho tarado?
Ele se aproximou com passos firmes e, ao ver a pasta de trabalho ao lado dela, franziu o cenho. Ela estava realmente ali tentando fechar negócios com tipos como Morales?
O Sr. Baltazar, percebendo a entrada súbita de Alessandro, hesitou, tentando decifrar as intenções do magnata.
- Sr. Alessandro, por favor, nossa sala reservada é logo ao lado! - disse Baltazar, com um respeito que beirava a servidão.
- Não será necessário - respondeu Alessandro, com uma voz carregada de autoridade que não admitia réplicas.
- Se o Sr. Morales não se importar, por que não nos sentamos todos aqui? Somos poucos, seria um desperdício manter duas salas privadas.
- De maneira alguma! É uma honra imensa para mim que o senhor se digne a nos acompanhar! - exclamou Morales, com os olhos brilhando de ganância pela oportunidade.
Sem esperar convite formal, Alessandro ocupou a cadeira vazia exatamente ao lado de Luana. Ela não conseguiu evitar revirar os olhos. Nunca tinha visto alguém tão descarado, invadindo um jantar de negócios alheio daquela forma. A presença dele trazia uma pressão invisível que parecia roubar o oxigênio do lugar.
O astuto Sr. Baltazar rapidamente ordenou que o garçom trouxesse mais pratos e bebidas. Ele já havia matado a charada: o poderoso Presidente Alessandro estava interessado na designer. Morales, radiante, aproveitou para apresentar formalmente Luana e Alberto.
Alberto sentia que tinha tirado a sorte grande por estar à mesa com Alessandro e o cumprimentou com entusiasmo. Já Luana mantinha uma expressão gélida, tratando a presença de Alessandro com total desdém.
Alessandro, contudo, parecia imperturbável. Ao sentar-se tão próximo, ele inalou a leve fragrância de osmanthus que emanava dela.
Ela escapou da última vez, pensou ele, mas quero ver como sairá daqui hoje.
Tentando quebrar o gelo, o Sr. Baltazar voltou-se para ela:
- Senhorita Luana, é realmente raro encontrar alguém como você. Tão jovem e já uma designer promissora. Tem um futuro brilhante!

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