Uma voz fria ecoou não muito longe dali, assustando Berta, que parou abruptamente. Os olhos dela brilharam de surpresa ao questionar Alessandro:
— Por que você está aqui?
— Então, eu não posso vir? — O tom de Alessandro era gélido, carregado de desaprovação.
Nesse instante, Vanessa olhou para ele e exclamou, reconhecendo-o:
— Presidente.
Berta lançou um olhar avaliador para Vanessa. Ela fora derrubada antes que pudesse enxergar a rival com clareza, mas agora, vendo o rosto de Vanessa sob a luz, ficou atordoada, demorando a recobrar os sentidos.
"É você...", pensou Berta, antes de descartar a ideia rapidamente. Aquela mulher parecia jovem demais; não podia ser a pessoa em quem estava pensando. Se "ela" ainda estivesse viva, teria mais ou menos a sua idade. Por mais que alguém se cuidasse, seria impossível parecer tão jovem quanto a mulher à sua frente.
Embora tentasse se recuperar do choque, Berta continuou a observar Vanessa obsessivamente. Quanto mais olhava, mais o alarme soava em sua mente; a semelhança era incrivelmente perturbadora. Um lampejo de medo brilhou em seus olhos nublados.
— Senhorita Vanessa, me desculpe. Minha mãe não quis dizer isso — disse Alessandro, tentando apaziguar a situação.
Vanessa deu de ombros, mantendo a calma:
— Alessandro, você deu sorte de estar aqui hoje. Se não estivesse, a história seria outra. — Ela deixou claro a Alessandro que, por respeito a ele, deixaria Berta ir.
No entanto, o aviso estava dado: se Berta a ofendesse novamente, as consequências seriam imprevisíveis. Alessandro ajudou a mãe a se levantar, tentando tirá-la logo dali. Mas os olhos de Berta se arregalaram ainda mais, fixos em Vanessa, enquanto murmurava para si mesma: "O sobrenome dela é Fouter, o sobrenome dela também é Fouter..."
Alessandro sentiu um calafrio. Era a primeira vez que via a mãe com aquela expressão, como se tivesse acabado de ver um fantasma. Quando ele estendeu a mão para conduzi-la, Berta o afastou com um tapa violento. Como se tivesse enlouquecido subitamente, ela avançou contra Vanessa.
— Sua vadia, você voltou! Vou garantir que você não se safe dessa!
— Obrigado — disse ele sinceramente para Luana.
— Não diga isso — Luana respondeu, franzindo a testa. — Quem não conhece a situação pode pensar que nos damos bem.
Luana só interveio porque achava desprezível o oportunismo dos repórteres. Além disso, se o vídeo do colapso de Berta viralizasse, as ações da empresa de Alessandro despencariam — e ela queria proteger o patrimônio que seus filhos herdariam no futuro.
Após acomodarem Berta em um leito, Luana exigiu um exame completo. O comportamento da sogra fora animalesco demais, mesmo para os padrões dela. Contudo, o médico não encontrou nada fisicamente errado:
— Talvez a senhora Berta esteja apenas emocionada. Não há com o que se preocupar.
Sem argumentos, restou a eles aceitar. Mas o sossego durou pouco: Berta despertou subitamente, abrindo os olhos com um grito carregado de ódio:
— Sua vadia!

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