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A OBSESSÃO DO CEO: OS TRÊS PEQUENOS GÊNIOS romance Capítulo 669

A manhã seguinte nasceu com uma neblina fina, refletindo o estado de espírito de Vivian. Ela saiu de casa mecânica, vestindo seu uniforme da emissora e carregando o peso de uma noite mal dormida. O encontro tenso no canteiro de obras ainda ecoava em sua mente, e a sensação de ser vigiada era como uma corrente elétrica em sua espinha.

A poucos metros dali, dentro de um carro de vidros escuros, Marcelo não desviava o olhar. Ele estava ali desde a madrugada. Usando os dados do pendrive de Lucca, ele não apenas encontrou o endereço, mas mapeou a rotina dela. Ele a viu sair e sentiu uma pontada de irritação ao notar como ela parecia pálida e exausta.

Vivian parou em uma pequena padaria de esquina. Ela pediu um café e um pão, mas o cheiro da comida, que antes a confortava, agora a fazia revirar o estômago. Ela deu apenas duas mordidas pequenas, sentindo-se sem forças. "Preciso trabalhar", murmurou para si mesma, tentando ignorar a tontura que nublava sua visão.

Ela não caminhou nem dois quarteirões. O mundo começou a girar em um carrossel violento. O som dos carros tornou-se abafado e o asfalto pareceu subir ao encontro de seu rosto. Vivian sentiu as pernas fraquejarem e, antes que pudesse se apoiar em um poste, a escuridão a levou.

Marcelo não pensou. Ele escancarou a porta do carro e correu, atravessando a rua em meio aos buzinaços.

— Vivian! — O grito saiu rasgado.

Ele a pegou nos braços antes que ela batesse com força no chão. O corpo dela estava frio e leve demais. O pânico, um sentimento que Marcelo raramente permitia sentir, tomou conta dele. Ele a carregou às pressas para o banco de trás do carro e acelerou em direção ao hospital mais próximo, ignorando todos os sinais vermelhos.

Minutos depois, Vivian estava em uma maca, sendo levada para a emergência. Marcelo andava de um lado para o outro na sala de espera, o rosto tenso, as mãos tremendo levemente. Quando o médico finalmente apareceu, Marcelo quase o prensou contra a parede.

— Como ela está? O que ela tem? Foi o cansaço?

O médico ajustou os óculos, olhando para a ficha e depois para Marcelo com uma expressão curiosa.

— O desmaio foi causado por uma queda brusca de pressão combinada com hipoglicemia. Ela claramente não está se alimentando bem, o que é perigoso no estado dela.

— Estado dela? Que estado? — Marcelo travou.

— O senhor não sabia? — O médico sorriu levemente. — Sua esposa está grávida de oito semanas. O bebê está bem, mas ela precisa de repouso absoluto e nutrição adequada.

O mundo de Marcelo parou. Grávida.

Quando Vivian recuperou os sentidos, o cheiro de antisséptico a atingiu primeiro. Ela abriu os olhos e viu o teto branco, depois o soro pingando... e então, Marcelo. Ele estava sentado ao lado da cama, encarando-a com uma intensidade que a fez querer se esconder sob os lençóis.

— Não comemore. Eu não vou te usar para conseguir dinheiro, e não quero que você se sinta obrigado a nada. Eu vou criar essa criança sozinha.

— Sozinha? Você está louca! — Marcelo se inclinou, o rosto a centímetros do dela. — Você é minha mulher e esse é meu filho. Eu vou me casar com você, nem que eu precise te trancar em casa!

Ele pegou o celular e, na frente dela, começou a apagar cada contato de mulheres que um dia passaram por sua vida. A tela ficou vazia.

— Olhe! Não existe mais ninguém. Só você.

Vivian olhou para a tela em branco, mas seu coração sentia um vazio ainda maior.

— Você só quer o filho, Marcelo. Sem amor, isso é apenas uma prisão. Eu não posso me casar com você.

A tensão no quarto era palpável. Marcelo estava disposto a tudo para provar que mudara, mas Vivian, marcada pelas feridas do passado, não conseguia acreditar que o lobo realmente tivesse virado cordeiro.

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