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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 124

ABIGAIL BALTIMOR.

Assim que se aproximou, já fui perguntando.

— Como estão minha nora e os bebês?

Antunes suspirou, ainda em silêncio. O que já estava me fazendo quase ter um ataque com a sua demora para responder. Será que ele faz deliberadamente, ou é devagar para falar?

— Ela está estável — disse, finalmente. — Mas perdeu líquido amniótico. Precisará de repouso absoluto e de exames complementares. E, acima de tudo, precisa evitar estresse.

Suspiramos aliados. Mais tarde, Elisa foi levada para um quarto, ainda desacordada, eles haviam aplicado um sedativo nela. O médico autorizou visitas. Ficamos todos no quarto por um tempo.

— Cecília — chamei. — Leve Melissa para o hotel. Aqui não é ambiente para um bebê.

Ela assentiu, sem discutir. Se despediu e saiu do quarto, levando Melissa com ela. Eu ficaria mais tranquila com elas no hotel.

Thomas decidiu ficar com Victor. Deixou-me com Eleonor para cuidar de Elisa. Depois de algum tempo, resolvi deixar Elisa com Eleonor, saí do quarto e fui ver meu filho.

Quando entrei no quarto, Victor dormia. O médico precisará sedá-lo para evitar agitação. Thomas estava sentado no sofá, mexendo no celular. Ao me ver, levantou o olhar.

— Como está a Elisa?

Suspirei fundo.

— Ainda dormindo. Estou muito preocupada com ela, meu filho.

— Eu também, mãe — respondeu ele. — Ela já teve problemas no início da gravidez. Tudo isso… não é bom nem para ela nem para os bebês.

— Eu temo pelos meus netos — confessei. Sentindo o peso do mundo nos ombros.

— Eu também. — respondeu, preocupado.

— Tudo estava indo tão bem… — murmurei. — Eles ficaram noivos, estavam construindo uma família. Victor se declarou para ela. Elisa estava preparando um jantar para dizer que o amava… Ela estava tão animada com a volta de seu irmão.

Thomas se levantou e me abraçou.

— Só podemos rezar para que ele se lembre — disse, com pesar. — E dar apoio a Elisa e Melissa.

— Tenho medo de Elisa perder os bebês — confessei.

— Isso não vai acontecer — garantiu-o. — Mas talvez seja melhor afastá-la daqui.

— Sabe que Elisa não vai aceitar ficar longe de seu irmão.

Antes que ele respondesse, o doutor Antunes entrou.

Antunes saiu apressado. Olhei para Thomas, que se mostrava também preocupado. Eu não podia ficar ali parada, sem notícias.

— Fique com seu irmão — falei a Thomas. — Vou até Elisa.

Caminhei decidida. Ao chegar à porta do quarto, coloquei a mão na maçaneta, mas parei. Ouvi-os conversando e não quis atrapalhar. Eles deram a notícia para Elisa. Ouvi o médico dizer que Elisa precisava se manter afastada, pelo bem dela e dos bebês. Como eu imaginava, ela não aceitou. Escutei a recusa dela. O desespero.

Eu precisava agir. Mesmo que ela não gostasse. Abri a porta.

— Você vai embora, sim — declarei, firme. — E vai voltar para casa em Toronto.

Fiquei parada na porta. Elisa me encarou, os olhos marejados.

— Não — respondeu Elisa, num fio de voz, encarando-me. — Eu não vou, não posso ir.

Caminhei até mais perto, sem tirar os olhos dela. Parei ao lado da cama.

— Vai, Elisa — afirmei, sem elevar o tom, com calma fria. — Querendo ou não.

A tensão no quarto tornou-se quase palpável. Sufocante.

Eu sabia que estava tomando a decisão mais dura — mas a mais necessária — de todas. E corria o risco de Elisa me odiar.

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