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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 181

ELISA RIVER.

Eu estava esperançosa de que Victor tivesse ligado meu cheiro ao perfume dos seus sonhos. Quando ele mencionou aquilo, uma onda de alegria me invadiu. Meu coração disparou, as mãos tremeram de emoção. Era como se uma luz tivesse se acendido no meio da escuridão. Ele reconheceu! Ele realmente reconheceu! Por um instante, acreditei que tudo poderia voltar, que a memória dele estava prestes a explodir. E, enfim, se lembrar de mim e da Mel.

Mas ele disse que ainda não se lembrava de mim. E toda a esperança que eu havia construído em milésimos de segundo desabou de uma vez. As lágrimas queimaram meus olhos, o peito apertou tanto que doeu. Era como se alguém tivesse arrancado o chão debaixo dos meus pés. Eu queria chorar em seus braços e implorar para que ele lembrasse de nós, dos nossos momentos, do nosso amor. Mas não era hora. Eu me mantive firme, piscando várias vezes para afastar as lágrimas, engolindo o nó na garganta. Não podia desabar agora, não na frente dele. Mas era um consolo para mim estar tão perto dele em seus braços.

Com a voz ainda trêmula, expliquei que o cheiro vinha do sabonete que utilizo diariamente. Contei que ele sempre adorava aquele perfume, que dizia ser o único capaz de acalmá-lo após um dia difícil de trabalho. Victor me ouvia em silêncio, os olhos fixos nos meus, como se tentasse capturar algo que escapava.

Era tão bom estar assim tão próximo dele, após tantos dias separados. Como sonhei com esse momento.

Fiquei surpresa quando ele me agradeceu por tudo que eu havia feito para melhorar seu dia a dia naquela situação difícil em que ele se encontrava. A voz dele saiu rouca, sincera, carregada de gratidão. Meu coração aqueceu, mesmo com a decepção ainda latejando.

Quando ele perguntou por que eu havia feito tudo aquilo, não tive outra resposta. A verdade saiu do fundo do peito, simples e direta:

— Porque eu te amo, Victor.

Ele não respondeu imediatamente. Apenas me olhou, a respiração irregular. Então, com a voz quase inaudível, ele pediu:

— Fica mais um pouco.

Fiquei muito feliz. Nem podia acreditar que ele estava pedindo isso. Uma alegria quente se espalhou pelo meu peito, fazendo meus olhos arderem de emoção. Ele queria minha presença. Ele queria que eu ficasse ao lado dele. Por um momento, tudo pareceu possível novamente.

Mas toda aquela alegria foi embora no instante seguinte.

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