ELISA RIVER.
Pablo estava bastante abatido, magro, com olheiras profundas e com o braço imobilizado. Atila continuava como sempre, muito bem apresentável, charmoso e gentil. Assim que me viu, veio me cumprimentar e a Melissa.
— Elisa, como você está? E Melissa? — perguntou, afagando meu ombro e depois acariciando a cabeça de Melissa, que ficou lhe observando com atenção.
— Estamos bem. E você, como tem passado? — perguntei, sorrindo.
— Estou bem. Estou cuidando do meu filho teimoso.
Olhei para Pablo, que se aproximou de nós.
— Eu não sou teimoso, papai.
— Oi, Pablo, como você está? E o braço?
— Vou levando devagar. O braço está se recuperando, mas sinto muita dor.
— Isso acontece por teimosia. Você quer ficar fazendo tudo, em vez de me deixar cuidar de você — reclamou Atila.
— Sabe, Elisa, meu pai não entende que eu vivia sozinho, então gosto de cuidar das minhas coisas. E é difícil para mim deixar outros fazerem por mim.
— Filho, eu entendo isso. Mas nesse momento você está impossibilitado e precisa de ajuda. Ele fica querendo fazer tudo, em vez de fazer repouso. Elisa — contou Atila.
Eu me senti no meio de uma batalha, sem saber o que falar, pois não queria me envolver nessa convivência deles. São pai e filho que se entendam sozinhos, sem me envolver.
— É, eu sinto em ter que deixá-los, mas preciso preparar a mamadeira da Melissa. — comentei, mudando de assunto.
— Claro, desculpe te atrapalhar — comentou Pablo.
— Que isso, não atrapalha. Fiquem à vontade. Já conhecem a casa.
— Quer ajuda? — perguntou Atila, como sempre querendo ajudar.
— Não, o senhor está de licença, não vai trabalhar. Pode deixar que vou fazer. E vocês vieram visitar o Victor. Ele está no quarto ao lado do escritório dele. — Falei e indiquei com a cabeça na direção do escritório.
— Papai sempre querendo ajudar. Vou indo então falar com Victor. Foi bom te ver, Elisa, e a Melissa também — disse Pablo, sorrindo, mas a alegria nem chegou ao seu olhar. Foi um sorriso sem vida. Seu estado me preocupou.
— Filho, pode ir na frente se encontrar com Victor. Sei que tem assunto a tratar. Vou depois que terminarem a conversa.
— Tem certeza, papai?
— Sim, vou fazer companhia a Elisa e colocar a conversa em dia.
— Está bem, então. Tenho mesmo que tratar de alguns assuntos sérios com Victor.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.