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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 200

ELISA RIVER.

Pablo estava bastante abatido, magro, com olheiras profundas e com o braço imobilizado. Atila continuava como sempre, muito bem apresentável, charmoso e gentil. Assim que me viu, veio me cumprimentar e a Melissa.

— Elisa, como você está? E Melissa? — perguntou, afagando meu ombro e depois acariciando a cabeça de Melissa, que ficou lhe observando com atenção.

— Estamos bem. E você, como tem passado? — perguntei, sorrindo.

— Estou bem. Estou cuidando do meu filho teimoso.

Olhei para Pablo, que se aproximou de nós.

— Eu não sou teimoso, papai.

— Oi, Pablo, como você está? E o braço?

— Vou levando devagar. O braço está se recuperando, mas sinto muita dor.

— Isso acontece por teimosia. Você quer ficar fazendo tudo, em vez de me deixar cuidar de você — reclamou Atila.

— Sabe, Elisa, meu pai não entende que eu vivia sozinho, então gosto de cuidar das minhas coisas. E é difícil para mim deixar outros fazerem por mim.

— Filho, eu entendo isso. Mas nesse momento você está impossibilitado e precisa de ajuda. Ele fica querendo fazer tudo, em vez de fazer repouso. Elisa — contou Atila.

Eu me senti no meio de uma batalha, sem saber o que falar, pois não queria me envolver nessa convivência deles. São pai e filho que se entendam sozinhos, sem me envolver.

— É, eu sinto em ter que deixá-los, mas preciso preparar a mamadeira da Melissa. — comentei, mudando de assunto.

— Claro, desculpe te atrapalhar — comentou Pablo.

— Que isso, não atrapalha. Fiquem à vontade. Já conhecem a casa.

— Quer ajuda? — perguntou Atila, como sempre querendo ajudar.

— Não, o senhor está de licença, não vai trabalhar. Pode deixar que vou fazer. E vocês vieram visitar o Victor. Ele está no quarto ao lado do escritório dele. — Falei e indiquei com a cabeça na direção do escritório.

— Papai sempre querendo ajudar. Vou indo então falar com Victor. Foi bom te ver, Elisa, e a Melissa também — disse Pablo, sorrindo, mas a alegria nem chegou ao seu olhar. Foi um sorriso sem vida. Seu estado me preocupou.

— Filho, pode ir na frente se encontrar com Victor. Sei que tem assunto a tratar. Vou depois que terminarem a conversa.

— Tem certeza, papai?

— Sim, vou fazer companhia a Elisa e colocar a conversa em dia.

— Está bem, então. Tenho mesmo que tratar de alguns assuntos sérios com Victor.

CAPÍTULO DUZENTOS E UM — VIVENDO O TRAUMA. 1

CAPÍTULO DUZENTOS E UM — VIVENDO O TRAUMA. 2

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