VICTOR BALTIMOR.
O choque no rosto de Elisa permaneceu ali por vários segundos. Ela me olhava como se tentasse entender se eu estava falando sério ou se aquilo era algum exagero meu. Mas, infelizmente, não era. Toda aquela sujeirada era verdade.
— Assassinos? — ela repetiu mais baixo. — Victor… do que você está falando?
Suspirei devagar.
Eu não queria despejar aquilo sobre ela daquele jeito. Principalmente agora, grávida e depois de tudo o que já enfrentamos. Mas também não conseguia esconder. Não mais. Eu queria protegê-la, mas Elisa fazia parte dessa história, querendo eu ou não.
Passei a mão pelo rosto antes de responder.
— Damon encontrou coisas estranhas ligadas ao banco Prime e a Alfredo e sua esposa. Mortes suspeitas… gente demais desaparecendo, em volta deles, por questionar ou se opor a eles. O que é muito convenientemente.
Vi o corpo dela tensionar imediatamente.
— Que tipo de mortes? Me explica isso direito.
Afastei-me um pouco e caminhei pelo quarto. Minha irritação aumentava só de lembrar da ligação de Damon mais cedo e tudo que ele contou e enviou por e-mail.
— Um auditor financeiro morreu há oito meses. Oficialmente foi suicídio.
Elisa franziu a testa na mesma hora.
— Oficialmente? Não estou entendendo o que isso tem a ver com Alfredo.
Suspirei, pois não queria perturbá-la com essas monstruosidades.
— Você já vai entender, meu amor. Damon descobriu que, dias antes da morte, esse auditor financeiro do banco Prime abriu uma denúncia anônima envolvendo lavagem de dinheiro e empresas fantasmas ligadas ao banco.
O olhar dela mudou completamente.

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