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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 3

ELISA RIVER

Acordei e me espreguicei. Olhei para o lado, mas o homem que me dera a melhor transa da vida havia evaporado. Ele me fez gozar tantas vezes que eu perdera a conta. Meu corpo inteiro gritava: cabeça explodindo, coxas ardendo, a parte íntima latejando. Levantei devagar e, quando coloquei os pés no chão, senti uma dor horrível. Olhei para o corpo e vi as marcas roxas nos quadris e pelo meu corpo. Ele me deixou toda marcada. Peguei o vestido, vesti e saí do quarto. Levei o maior susto. Um homem de terno impecável, sério, me esperava no corredor.

— Parece que você se saiu muito bem ontem e causou uma ótima impressão. Foi um grande prazer contratar seus serviços. — Disse ele e estendeu-me um envelope que não peguei. — Talvez haja chance de repetirmos, já que meu chefe gostou muito da experiência.

— O que você está falando? Eu não te conheço, nunca te vi e não tratei nada contigo. — Olhei para aquele homem estranho, bizarro e fiquei mais alerta.

— Pode parar de fingir, somos só nós dois aqui. Aliás, com sua atitude, você está cumprindo perfeitamente o contrato de confidencialidade. — Ele piscou e sorriu como se eu estivesse fazendo uma encenação.

— Você é louco? Que contrato de confidencialidade? Quem é você afinal? — Falei, já perdendo a paciência com esse perturbado a essa hora da manhã. Ele pareceu finalmente perceber que havia algo errado e que eu não o conhecia.

— Desculpe, perguntar, mas qual é seu nome?

— Erica! Acho bom me explicar quem é você agora e o que quer comigo. — Exigi. Ele ficou branco como uma folha de papel.

— Estou fodido! — Disse e respirou fundo parecendo que iria sufocar e cair duro na minha frente. Depois pegou o celular, tremendo e ligou para alguém.

— Onde você está? Você não ficou com meu chefe ontem a noite? — Claramente, a resposta do outro lado não lhe agradou, pois no próximo instante ele perdeu a compostura e começou a falar alto.

— Como você pode ser tão irresponsável? Nós temos um contrato assinado! Como pode simplesmente não aparecer sem aviso? Eu fui completamente prejudicado por você. — Ele desligou o telefone, depois de ameaçar a pessoa de todas as maneiras possíveis. Então olhou para mim e ficou um momento sem saber o que dizer.

— Me perdoe, acho que me enganei de pessoas. Por favor, aceite este envelope. — ele se endireitou, assumindo uma postura séria e me entregou o envelope — Espero que, depois que sair daqui, consiga esquecer tudo o que aconteceu ontem a noite.

Abri e havia dinheiro. Muito dinheiro. Demorei um pouco para entender, mas quando a ficha caiu, o sangue me subiu à cabeça. Aquele babaca achava que eu era uma garota de programa?

Joguei o envelope na cara dele com força suficiente para as notas voarem pelo corredor. Saí pisando duro, xingando tão alto que minha voz ecoou pela casa inteira. A raiva era tanta que a dor sumiu. Desci as escadas correndo e, no andar de baixo, quase trombei com Cecília. Ela estava ali, de boca aberta, ouvindo meus xingamentos, eu nem parecia uma professora, que se dane, cansei de ser otária, hoje nasceu uma nova Elisa.

— Eli? O que está acontecendo? — perguntou, assustada.

— Depois eu te explico, Ceci. Agora só quero sumir daqui — rosnei, passando direto por ela.

Cheguei ao apartamento dela ainda furiosa. Contei tudo. Ela ficou puta da vida com o cara, mas não segurou o sorrisinho malicioso:

— Pelo menos você finalmente transou. Estava quase virgem de novo. Precisava mesmo e ele acabou contigo amiga, olha essas marcas de chupão — falou, debochada.

— Isso é verdade. Aquele idiota serviu para tirar minhas teias de aranha. E o maldito era gostoso demais e sabia dar prazer. Mas foi um babaca no final — comentei, suspirando só de lembrar.

— Amiga, esquece esse idiota. Você nunca mais vai ver a cara dele. Ele já serviu ao seu proposito. Agora segura a novidade boa — sorriu.

— Então me conta, estou precisando de boas notícias.

— Contei tudo aos meus pais sobre o que estava acontecendo com você. Eles te adoram, você sabe, e quiseram ajudar. Meu tio Victor precisa de alguém de extrema confiança para trabalhar na casa dele. Meus pais te indicaram. — contou.

— Mas é no Canadá, minha vida inteira está aqui…

— Elisa, acorda. Você não tem mais nada te prendendo aqui. Eu e meus pais vamos nos mudar para a França semana que vem. Você perdeu o emprego, perdeu a casa, aquele banqueiro filho da puta vai te infernizar até debaixo da terra. Você não tem nada a perder — disse ela, sendo realista. Ceci, estava certa.

CAPÍTULO QUATRO — O CHOQUE. 1

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