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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 38

ELISA RIVER.

A expressão que Victor fez de indignação foi muito engraçada. Eu quis rir, mas me contive.

— Que você me seduziu.

— Isso só pode ser piada. Eu te seduzi? A vítima aqui sou eu — disse, sério.

— Como é? Vítima desde quando?

— Ora, Elisa, todos viram você sensualizando para mim. Me atraindo com aquele pedaço de pano que estava usando, rebolando insinuantemente enquanto fazia caras e bocas e me encarava descaradamente. Então, eu é que fui seduzido e enganado nessa história — declarou com o maior descaramento.

— Você só pode estar de sacanagem ou delirando. Eu não te obriguei a se aproximar de mim, nem a transar comigo. Você fez tudo de livre e espontânea vontade.

— Tenho minhas dúvidas. Talvez você tenha pagado alguém para me drogar com alguma substância afrodisíaca. Afinal, fui seduzido e não estava pensando direito — comentou, sorrindo de lado.

Aquele sorriso me desarmou completamente. Maldito gostoso. Mas que mau-caráter. Se é assim, também posso jogar sujo.

— Então, acho melhor dizermos ao meu irmão que tudo aconteceu em comum acordo. Não quero Thomas me atormentando por achar que eu te seduzi. Ele pode ser um estorvo quando quer. Além disso, você não é nenhuma mocinha indefesa e inocente. Sabia muito bem o que estava fazendo.

— É mesmo? Talvez eu diga ao tio Thomas que você me seduziu, sim. Que me levou na conversa e eu, ingênua, caí. Afinal, o tio Thomas sabe que sou uma mulher recatada. O que acha?

Victor ainda sorria, mas ficou sério de repente e, quando dei por mim, já estava encurralada entre a bancada da cozinha e o corpo dele.

— Não ouse inventar mentiras, Elisa. Você não teria coragem de me desafiar.

— Quer pagar para ver? Talvez eu fique nervosa e chore na frente do seu irmão quando ele vier perguntar. Então nem precisarei dizer nada — falei, cheia de coragem.

Victor pressionou ainda mais o corpo contra o meu e segurou meu queixo. Sua respiração se chocou contra o meu rosto.

Eu sabia que estava abusando da sorte. Cutucar a fera não era a escolha mais sábia. Mas eu queria ver até onde ele iria, queria arrancar aquele sorriso de satisfação do rosto dele. Ele praticamente me chamou de oferecida. E, por mais que naquela noite eu tivesse sido mesmo, eu não fiz nada sozinha.

— Você está brincando com fogo, garota. Não deveria me provocar — falou, aproximando-se do meu ouvido.

Meu corpo reagiu imediatamente. Esse homem mexia com toda a minha estrutura.

— Talvez eu goste de me queimar, senhor primeiro-ministro — provoquei.

As pupilas dele se dilataram e, num movimento rápido, Victor tomou meus lábios com uma fome violenta. Eu correspondi na mesma intensidade. Eu queria aquele beijo. Queria demais.

Senti quando ele me colocou sentada na bancada, sem abandonar minha boca. Travávamos um duelo, nossas línguas disputando controle, enquanto o ar faltava.

Então senti sua mão entrar no meu short e o dedo encontrar meu clitóris. Gemi automaticamente em sua boca, arrepiada da cabeça aos pés. Ele começou a se mover com precisão, e meus gemidos ficaram mais altos, incontroláveis.

Victor interrompeu o beijo, ofegante. Segurou minha nuca e me obrigou a encará-lo, sem cessar os movimentos do dedo que castigava meu clitóris rígido de desejo. Ele não disse nada. Apenas me observava, atento, querendo ver o efeito que causava em mim, no meu corpo traidor.

Desceu para o meu pescoço e começou a chupar minha pele. Aquilo me enlouqueceu ainda mais, arrancando gemidos descontrolados de mim. Eu estava perto. Muito perto. E ele sabia disso, porque acelerou o ritmo do dedo.

Eu estava quase… só mais um pouco. Mas, como dizem, alegria de pobre dura pouco.

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