VICTOR BALTIMOR.
Aquela diaba conseguiu virar o jogo e ainda saiu gargalhando e rebolando. Pelo visto, encontrei uma adversária à minha altura. Mas eu não vou desistir. Ainda vou dobrar essa mulher e tê-la na minha cama, gemendo e implorando para que eu não pare.
Suspirei quando fiquei sozinho. Estava com o pau duro, necessitado. O jeito seria usar a mão, tomar um banho frio e dormir. Olhei para a mesa e peguei a metade do sanduíche que Elisa havia feito e deixado ali. Sei que ela vai ficar irritada quando voltar e perceber que comi. Sorri ao pensar nisso e saí da cozinha.
Subia a escada quando algo me ocorreu: quem estava nos espionando?
Peguei o celular no bolso do terno e acessei o aplicativo do sistema de vigilância. Gosto de saber o que acontece dentro da minha casa. Voltei a gravação até o momento em que estávamos na cozinha. Vi claramente quem nos observava. Pela expressão no rosto, não parecia gostar do que via.
— Acho que preciso prestar mais atenção em você. Não gostei da raiva no seu olhar. Vou solicitar para Átila manter vigilância — murmurei.
No mundo da política, não é difícil encontrar infiltrados. Todos os meus novos funcionários passam por uma investigação minuciosa antes de serem contratados. Os das minhas casas estão comigo desde antes de eu entrar para a política, conheço cada um muito bem. Ainda assim, aprendi uma regra básica: confie desconfiando.
Cheguei ao meu quarto e a excitação já havia passado. Perdi até a vontade de me aliviar. Bufei, frustrado. Nunca fui homem de usar as mãos para gozar; prefiro uma mulher. Tirei a roupa e olhei para o meu pau, agora completamente desfalecido.
— Merda… semanas sem gozar. Tudo culpa daquela diaba.
Hoje tive a doce ilusão de que a levaria para a cama. Estou disposto a pagar qualquer multa se isso me render uma boa gozada. Inferno… como cheguei a esse ponto?
Entrei no chuveiro e deixei a água levar um pouco da tensão. Depois me joguei nu na cama e fechei os olhos. O sono veio rápido; o dia havia sido longo, tenso e exaustivo.
Na manhã seguinte, acordei com o corpo pesado. Eu precisava de sexo para relaxar. Precisava de Elisa. Mas aquela mulher fazia questão de não facilitar. Bufei.
— Qual é o problema com ela? Eu sou bonito, gostoso e inesquecível. Como consegue resistir? Será que não a agradei o suficiente na cama?
— Que porra é essa? Estou tendo uma crise de falta de autoestima?
Saí irritado do quarto e fui para o primeiro andar ver como minha filha estava. Ao chegar, encontrei exatamente a causa do meu estresse: Elisa embalava Melissa, andando devagar de um lado para o outro.
— Bom dia! — falei.
Ela se virou.
— Bom dia. Olha, Mel, papai chegou — disse alegre, aproximando-se com minha filha nos braços.
Olhei para Melissa, que direcionou o olhar para mim, como se entendesse o que Elisa dizia. Meu coração acelerou quando ela esticou os bracinhos na minha direção.
— Bom dia, minha filha — falei, sentindo algo estranho no peito.
— Acho que a Mel quer o colo do papai. Não é, Melzinha?
— Não acho uma boa ideia. Não estou com roupa apropriada — respondi apressado, tenso só de pensar em pegá-la.
— Olhando daqui, parece que você está limpo e sem bactérias — provocou, com um sorriso desafiador.
— Melhor não arriscar.
— Meu amor, papai agora não pode te pegar, está bem?
Melissa resmungou e começou a choramingar. Merda. Eu não queria aquele choro interminável. Elisa a embalou, murmurando palavras para acalmá-la.
— Oi, filha. Não pense que o papai não gosta de ficar com você. É só… que tudo isso é novo para mim. Mas eu gosto dessa sensação… de ter você no meu colo.
Ela continuava me observando, atenta. Aquilo me fez bem. Talvez eu estivesse começando a gostar da ideia de ser pai.
Quando Elisa voltou, Melissa havia adormecido nos meus braços. Permaneci imóvel, com medo até de respirar fundo e acordá-la. Aquele pequeno ser nos meus braços despertava um sentimento que eu não conhecia.
— Vejo que vocês dois se entenderam — disse Elisa, aproximando-se.
Ela pegou Melissa com cuidado, colocou-a na cama e se afastou.
— Estamos nos dando bem. Melissa é uma bebê esperta, assim como o pai — declarei, admirado.
— Só espero que ela não fique convencida como o pai.
— Eu não sou convencido — falei, sério.
— Não, imagina… — respondeu, com desdém. Essa babá é folgada demais.
— Você…
Átila surgiu à porta, interrompendo o que eu diria.
— Senhor, desculpe interromper. Mas o senhor Thomas e a senhora Eleonor chegaram.
Olhei para Átila, sentindo a tensão subir. Eu sabia muito bem que meu irmão não estava ali por saudade, mas para me dar um sermão e exigir explicações.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.