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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 48

VICTOR BALTIMOR.

Resolvi seguir o conselho de Átila. Naquela noite, assim que cheguei em casa, chamei Thomas para conversar. Estávamos mais calmos. Não vi Elisa quando cheguei e, no fundo, achei melhor assim. Eu não estava pronto para encará-la. Sabia que ela devia estar furiosa comigo.

Átila mais cedo havia aconselhado que eu esperasse, que deixasse a poeira baixar antes de procurá-la. Brincou dizendo que mulher magoada era um perigo real, daqueles que nem a política ensina a enfrentar.

Thomas estava no meu escritório, sentado no sofá, de frente para mim. O silêncio entre nós era pesado.

— Thomas, te chamei aqui para conversarmos… — comecei, quebrando o constrangimento.

Ele suspirou fundo antes de responder.

— Antes de começarmos, eu quero pedir desculpas pelo que aconteceu mais cedo — disse, sério. — Eu não deveria ter colocado você e Elisa contra a parede. Sei que não tenho esse direito. Eleonor me chamou à razão.

Claro que tinha sido ela. Só minha cunhada conseguia dobrar aquele teimoso.

— E não tem mesmo — respondi, sentindo um certo alívio. — Mas fico satisfeito em ouvir isso.

Ele assentiu lentamente.

— Isso não muda que você errou com Elisa e precisa resolver essa situação — continuou. — Vi as manchetes desta tarde. Sei que você está envolvido até o pescoço nessas notas. Mas confesso que gostei da forma como se livrou daquele partido.

— Eu já estava de saco cheio daquele pessoal — comentei, desviando do assunto Elisa.

— Agiu bem em sair — concordou. — Você resolveu a exigência deles quanto ao casamento. Mas eu não mudei de ideia — declarou, firme. — Acredito que o casamento será bom para ambos.

Suspirei. Tinha esperança de que ele tivesse desistido daquela obsessão.

Decidi, então, fazer exatamente o que Átila havia sugerido.

— Eu não concordo com o seu ponto de vista — comecei com cautela. — Mas acho que podemos chegar a um acordo.

Thomas me olhou desconfiado.

— O que você está tramando, meu irmão?

— Nada — respondi. — Só estou buscando uma solução aceitável.

— Então diga logo o que tem em mente, Victor.

— Faremos o seguinte — expliquei, sentindo a tensão crescer. — Eu e Elisa assinaremos um contrato pré-nupcial. Você nos deu um mês, e isso é pouco para qualquer coisa, ainda mais considerando que vou sairei em campanha e não terei tempo. Com o contrato, você terá a garantia de que eu vou me casar com Elisa. Assim, ganhamos tempo para nos conhecer melhor. Pense nisso, como um noivado.

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