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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 54

ELISA RIVER.

Eu estava furiosa pelo que havia ouvido no escritório. Quem ele pensava ser para dizer que eu não servia para ele? É ele que não serve para mim. Eu o ignorei desde que chegou no quarto hospitalar. Era como se ele não estivesse ali. Mas eu podia sentir seu olhar sobre mim e que ele estava incomodado em ser tratado com indiferença.

Deixei o quarto e fui para o meu, mas Victor veio atrás, conversamos e quando lhe disse que me demitiria, ele se transformou e me pegou de um jeito que fez meu corpo se estremecer. Eu estava com raiva de mim e do meu corpo traidor.

Quando ele me beijou, quis afastá-lo, mas me lembrei de suas palavras no escritório e quis provar que tinha poder sobre ele. E, de bônus, ainda gozaria gostoso até gritar. Eu estava estressada e precisava disso. Então, por que não usá-lo também? Pelo menos assim, por alguns minutos, eu fingia que não era só eu a ser usada. E aqui estamos nós. Ele estava se mostrando chocado com o que eu disse.

— Espera… você me usou para se satisfazer? — perguntou, indignado.

— Não faça essa carinha. Como se nunca tivesse feito isso. Agora vou tomar um banho, pois tenho que voltar para a Mel.

— Elisa, você vai me deixar aqui, com meu cacete duro?

— Por que não? Use as mãos. Tenho trabalho a fazer.

— Você não pode me abandonar aqui e sair.

— Por que não? Você fez o mesmo comigo. Saiu enquanto eu dormia e ainda mandou seu assistente me pagar pelo serviço. Estou sendo bem melhor que você, pois estou te deixando acordado e ainda lhe dei uma explicação do porquê estou indo. Dê-se por satisfeito, querido.

Me virei e o deixei reclamando na cama. Entrei no banheiro e ainda podia ouvir sua voz insatisfeita. Fechei a porta e fui até o chuveiro. Comecei a me lavar e podia sentir minha vagina sensível e inchada. A sensação de ser preenchida ainda estava presente.

— Aquele idiota… tem um pau mega gostoso. Não me arrependo nesse momento de ter dado para ele. Mas sei que o arrependimento poderia vir depois, sempre vinha. Isso foi bom, me relaxou. Mas meus pensamentos e planos não mudarão só porque ele me fez gozar. Victor não me ama, ele só quer meu corpo para suprir suas necessidades. Então nada mais justo que eu também o use da mesma maneira.

Terminei o banho e me sequei. Enrolei-me na toalha e, quando abri a porta, me deparei com ele parado de frente para ela, me esperando. Ele já estava vestido. Que pena… eu gostava de vê-lo pelado. Cruzei meus braços, olhando-o firme, com o queixo erguido.

— Pensei que já tivesse saído — comentei, tentando passar, mas ele não se moveu.

— Elisa, vamos conversar. Eu preciso que fique. Por Melissa e por mim. Você não pode negar que temos uma ligação aqui.

Olhei para ele e ri.

— Que ligação, meu filho? O que nós temos é só uma boa foda. — Falei. Era o que eu repetia para mim mesma, porque admitir qualquer outra coisa doía demais.

— Bem, isso também. O que é maravilhoso. Mas nós estamos juntos, unidos por contrato. Lembra? Você deve ser minha namorada e mãe da Melissa. Não pode quebrar o contrato. Ou vou cobrar a multa e a cláusula — disse, sério.

— Não acredito que está me ameaçando. E que cláusula é essa? Não lembro de haver uma.

— Só estou usando as armas que possuo para te fazer ficar. E a cláusula eu meio que coloquei depois.

Arregalei os olhos, sem acreditar que ele havia feito aquilo.

— Isso é ilegal — falei, furiosa.

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