VICTOR BALTIMOR.
Eu não podia deixar Elisa se afastar de mim e da minha filha. Tentei fazê-la esquecer essa ideia, dando-lhe prazer, mas não funcionou.
Em vez disso, ela me usou para se satisfazer, o que me pegou completamente de surpresa, pois nunca haviam feito isso comigo. Se me senti usado? Claro que sim. Mas, no fundo, também gostei dessa nova Elisa que estava diante de mim. Eu não via mais apenas a garota, mas uma mulher decidida, firme, que sabia exatamente o que queria.
Eu estava irritado, pois não estava conseguindo fazê-la mudar de ideia. Então resolvi apelar. Sabia que estava indo contra meus princípios e sendo um canalha inescrupuloso com Elisa, mas eu não podia perdê-la. Então menti descaradamente, inventando uma cláusula e uma multa milionária para o contrato que assinamos.
Eu torcia para que ela acreditasse e não solicitasse para ver o contrato. E, para meu alívio, ela estava tão irada que nem sequer pensou em pedir para conferir.
Elisa ficou furiosa, e cheguei a temer pela minha integridade física. Mas ela apenas me xingou. Consegui fazê-la desistir da demissão e fiquei aliviado.
Foi nesse momento que entendi que o que sentia por Elisa ia além da atração física. Meu irmão estava certo. Eu havia desenvolvido sentimentos por ela. E ali, diante da possibilidade de vê-la partir, descobri que estava apaixonado e não só obcecado por ela.
Mas, depois dessa ameaça falsa, mesmo que eu dissesse estar gostando dela, Elisa não iria me aceitar nem acreditar. Ela me via como um político frio e ganancioso. E eu não a culpava, pois ela nunca conheceu o verdadeiro Victor Baltimor, eu nunca lhe mostrei como eu sou de verdade.
Lamentei mentalmente o caminho que escolhi para não perdê-la. Elisa havia desistido da demissão. Agora restava o contrato pré-nupcial. Achei que ela faria o maior escândalo, mas, para minha surpresa, ela quis negociar. E qual não foi meu espanto ao ouvir o que ela queria em troca para assinar.
— Você quer o quê? — perguntei, apenas para ter certeza de que havia ouvido direito.
— Quero ser oficialmente a mãe da Melissa.
Fiquei sem reação. Não esperava por aquilo.
— Por quê, se há poucos minutos você queria ir embora? — questionei, sem conseguir entender suas intenções.
— Eu amo a Mel. E você já disse para todos que sou a mãe dela. Então quero que oficialize. Quero cuidar da Melissa como se fosse minha filha e poder chamá-la assim. A Mel merece uma mãe presente — declarou, e pude sentir a sinceridade em cada palavra.
Comecei a pensar em seu pedido. O que seria da minha filha se Elisa resolvesse ir embora? Ficaria abandonada mais uma vez. Eu não podia permitir que Melissa passasse por isso novamente. Por outro lado, Elisa amava minha filha e não iria querer deixá-la. Talvez eu tivesse encontrado uma solução para que Elisa nunca me deixasse e, com o tempo, eu pudesse conquistá-la de verdade.
A exigência de Elisa era exatamente o que eu precisava para mantê-la ali. Mas eu precisava ter cautela, pois a felicidade da minha filha era o que estava em jogo.
— Eu acredito no seu sentimento pela minha filha. Mas o que acontece se amanhã, ou daqui a um ano, você resolver ir embora e seguir sua vida? O que será da Melissa? — perguntei.
Elisa suspirou e me olhou com firmeza.
— Se você me deixar ser a mãe da Melissa, eu não vou mais a lugar nenhum. Eu nunca abandonaria minha filha. E serei sua esposa, se quiser assim — revelou, séria.
Confesso que fiquei surpreso. Aquela era a minha chance, e eu não podia perdê-la. Mas algo me incomodava. Estava fácil demais.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.