ELISA RIVER.
Os dias foram passando, um depois do outro, e Victor quase não aparecia. Quando aparecia, era rápido, sempre ocupado. Não havia conversas longas, nem confrontos, nem aproximações. Apenas aquela ausência estranha, que deveria me tranquilizar, mas me deixava inquieta. Eu estava sentindo falta dele.
Eu contei para a Ceci, o que havia acontecido entre mim e Victor.
— Eu transei com ele — disse, sem rodeios, sentindo o rosto queimar no mesmo instante.
Ceci me olhou por alguns segundos e depois sorriu, como se já esperasse por aquilo.
— Elisa… eu já imaginava. Era questão de tempo. Eu vi como vocês ficam quando estão próximos. Há uma eletricidade entre vocês.
— Não começa — resmunguei.
— Ora, amiga, você teve uma recaída, sim. E eu não te julgo. Meu tio é um pedaço de mau caminho. E você está interessada nele, mas nega descaradamente.
— Eu não estou interessada nele — rebati, rápido demais. Ela riu.
— Está, sim. Mas tudo bem. Eu ainda torço para vocês ficarem juntos.
— Isso nunca vai acontecer — respondi, firme. Pelo menos era no que eu precisava acreditar.
Para mudar de assunto, contei haver conseguido que Victor me colocasse como mãe de Melissa na certidão dela. Ceci, ficou chocada e depois me olhou daquele jeito sapeca dela.
— É, sua vagina, é mesmo poderosa, para conseguir essa façanha com meu tio. — Comentou maliciosa.
— Cecilia, sua indecente. Não é nada disso.
— Está bem, ele resolveu fazer só porque você pediu e ameaçou não assinar o contrato? Acorda Elisa. Meu tio é astuto, ele viu uma oportunidade e pegou. E escuta o que eu vou dizer, agora que será mãe da filha dele e noiva dele. Logo estará na cama dele de novo e gozando como uma louca. — disse rindo maliciosa.
— Não seja boba, isso não vai acontecer, e eu tenho seu tio na minha mão. — Falei a primeira bobagem que surgiu em minha mente. Ceci, começou a rir.
— Você que está sendo boba, se acha que controla meu tio Victor.
— Ceci, você acha que só dei, o que seu tio queria? — perguntei preocupada.
— Com certeza, amiga. Mas relaxa, que você pode usar tudo ao seu favor é só ser mais astuta.
— Eu não quero ter nada disso que está pensando, sua louca, esqueceu que logo estarei longe? — falei baixo.
— Verdade, então não precisa se preocupar. — Disse sorrindo. E ficamos conversando sobre o plano.
Duas semanas se passaram. Melissa finalmente recebeu alta, e vê-la sair daquele quarto hospitalar foi um alívio que quase me fez chorar. Levei-a comigo para o quarto que agora era meu, no primeiro andar. Queria ficar perto dela o tempo todo, senti-la segura, ao meu alcance.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.