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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 58

VICTOR BALTIMOR.

Nas últimas semanas, minha vida tem sido uma loucura. Nunca pensei que deixar um partido e começar uma carreira solo fosse me dar tanto trabalho e tantas dores de cabeça. Nessas semanas, eu não durmo nem me alimento direito. É uma correria constante.

Mal estou conseguindo ver minha filha e Elisa. Chego em casa e as duas já estão dormindo. Ainda assim, Átila me conta tudo sobre o dia delas. Sempre tento ligar para ter notícias; quando não dá, ele me envia mensagem contando.

Consegui manter Elisa aqui, ao meu lado. Mas agora não tenho mais tempo para aproveitar. Resta-me apenas lamentar. Como eu queria poder chegar em casa e ter o aconchego do seu corpo para me acalmar.

Suspirei. Mas acho que fiz alto demais.

— Tudo bem, senhor? — Perguntou Pablo, preocupado.

— Sim, só estou um pouco cansado. Preciso dormir.

— Posso reagendar alguns compromissos, se preferir.

— Não, vamos continuar, resolverei tudo essa semana, para que na próxima semana, fique livre para passar com minha filha e Elisa.

Comentei e voltamos ao trabalho. Eu queria passar a semana antes da viagem em casa relaxando com a minhas meninas.

Eu estava no meio de uma reunião com Pablo quando Átila ligou. Pedi que Pablo aguardasse um minuto e atendi. Átila não me ligaria naquele horário se não fosse importante.

— Átila, aconteceu alguma coisa?

— Senhor, desculpe ligar, mas achei importante avisar. A senhorita Elisa passou mal e foi levada inconsciente para o hospital — informou.

Levantei-me rápido, meu coração acelerando.

— O que houve? Em que hospital ela está?

— A senhorita Elisa simplesmente desmaiou, enquanto conversava com a senhora Abigail. Não sei lhe informar para qual hospital elas foram, senhor. Sua mãe e Melissa foram com ela, mas ainda não ligaram dando notícias.

Suspirei, impaciente. Elisa doente, minha mãe e minha filha com ela, e eu sem saber onde estavam.

— Vou ligar para minha mãe. Obrigado por avisar — agradeci, antes de desligar. Soquei a mesa, sentindo-me impotente, nada pode acontecer com Elisa, não agora.

— Está tudo bem, senhor? — perguntou Pablo, apreensivo.

Olhei para ele.

— Elisa passou mal e foi levada para o hospital. Minha mãe e Melissa foram com ela. Átila não tem notícias.

— Não há de ser nada grave, senhor.

— Assim espero — respondi, enquanto discava o número da minha mãe.

— De acordo com minha mãe, ela está bem. Mas sinto que ela não me contou tudo.

Caminhei até o bar e servi uma bebida. Eu precisava me acalmar, depois desse susto.

— Quer que eu faça alguma coisa? — perguntou ele.

Tomei um gole, observando a cidade pela janela. Depois me virei, sério.

— Ligue para o diretor do Hospital New Hope. Diga que quero saber quem atendeu minha noiva. Quero o prontuário dela.

— Sim, senhor. Vou providenciar imediatamente.

Pablo saiu para cumprir minhas ordens. Meia hora depois, voltou com uma pasta na mão, entregou-a e saiu.

Abri e comecei a ler. Tudo parecia normal. De fato, Elisa havia desmaiado. Estava com enjoo também. Provavelmente era por isso que estava no soro. Mas por que minha mãe omitiu esse detalhe?

Não fazia sentido, esconder uma coisa tão comum. Continuei lendo até chegar aos resultados dos exames. Estava tudo perfeito. Virei a página seguinte e li o próximo exame. Um aperto tomou meu peito.

Quando meus olhos alcançaram a observação mais abaixo, meu coração disparou. Levantei-me num salto.

— Positivo para gravidez… — murmurei, atônito. — Elisa está grávida?

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