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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 66

ELISA RIVER.

Senti sua mão sobre a minha e ele a acariciou, fazendo carinho. Aquilo me surpreendeu. Com certeza estou sonhando.

— Oi, que bom que acordou. Como se sente? — perguntou baixo, rouco e carinhoso.

Eu nem acreditava que era o mesmo Victor Baltimor, o autoritário e arrogante. Era sonho mesmo.

Tentei me sentar, mas uma tontura me fez parar. Levei a mão à cabeça, fechei os olhos por um instante e voltei a deitar. Então a ficha caiu: não estou sonhando, é real.

— Não se mexa — ele falou rápido, estendendo a mão instintivamente, mas parando no meio do caminho, como se tivesse receio de me tocar. — O médico pediu repouso, é melhor não se esforçar.

Olhei em sua direção, com os olhos semicerrados, analisando-o. Por que ele estava tão carinhoso comigo?

Abri mais os olhos e encarei-o. Havia tanta coisa em sua face. Não consegui decifrá-lo. Victor estava diferente.

— Por que você está aqui?

— Ora, por você e pelo nosso filho. Eu sou seu noivo e serei seu acompanhante enquanto estiver aqui — disse firme.

Ouvi ele se referir ao bebê como nosso. Foi uma surpresa. Senti algo se agitar no meu coração.

— Por que está se importando conosco?

— Elisa, eu quero que entenda que me importo com nosso filho e com você. Sei que errei com Melissa no passado e com você até agora. Começamos errado, e eu fui péssimo com você. Mas eu me arrependo da maneira como te tratei e quero te pedir perdão por minhas atitudes com você até hoje — declarou, com uma sinceridade que até me deixou espantada.

— Confesso que não esperava ouvir isso de você. O que está tramando, senhor primeiro-ministro? — perguntei séria.

Ele sorriu, e senti meu corpo se estremecer diante daquele belo sorriso.

— Primeiro que você agora me deve cem mil dólares por quebrar a minha primeira regra — disse divertido. Arregalei os olhos por chamá-lo pelo cargo. Merda.

— Essas regras não se aplicam aqui — comentei, descontente.

— Engano seu, minha querida. O contrato está valendo — disse, sorrindo sacanamente.

— Não vou pagar nada. Sou uma grávida frágil e não posso ser contrariada — declarei firme.

Victor cruzou seus braços e me olhou, sorrindo de lado.

— Está bem, vou deixar passar dessa vez, como prova da minha boa vontade e mudança.

— Se espera que eu te agradeça, espere sentado. Agora diga: qual é seu plano? O que está tramando com essa atitude de arrependido?

— Você pensa muito mal sobre mim — disse sorrindo. Mas logo o sorriso desapareceu e ele falou sério:

— Tudo o que eu disse é verdade. Eu só quero que possamos viver bem e criar nossos filhos em paz. Então você seria capaz de me perdoar e me dar a chance de fazer diferente dessa vez?

A pergunta ecoou em minha mente. Eu não sabia o que pensar nem o que dizer. Victor continuava a me encarar, mas agora me olhava de uma maneira diferente. Aquilo me intrigou.

— Victor, eu não quero pensar nisso agora. Será que podemos conversar sobre isso quando eu tiver alta? O doutor Walter disse que eu preciso evitar estresse. Sei que esse assunto pode acabar em discussão, então vamos evitar, nesse momento.

— Você está certa. Teremos outras oportunidades de conversar.

— Exatamente. Mas me fale: o doutor Walter falou alguma coisa sobre o bebê enquanto eu dormia? Ele está bem?

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