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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 93

ELISA RIVER.

Meu grito ecoou pela sala. Mel reclamou e começou a chorar.

A caixa caiu longe, deslizando pelo tapete, e o conteúdo se espalhou parcialmente. Meu estômago revirou na mesma hora. Levei a mão à boca, sentindo um enjoo violento subir pela garganta.

Na caixa havia um rato morto. Decapitado. Que mente doentia me mandaria uma coisa daquelas?

O corpinho estava rígido, o sangue seco manchava o fundo da caixa, e a cabeça havia sido colocada ao lado, como um troféu macabro. O cheiro era forte, nauseante, misturado com o perfume das rosas que ainda estavam na mesa de centro.

— Meu Deus… — Ceci murmurou, levando a mão à boca. — Que coisa doentia e nojenta!

Meu coração disparou. O ar parecia pesado demais para entrar nos meus pulmões. Minhas mãos tremiam, e senti minhas pernas ficarem fracas. Quem me mandaria algo assim? Tentei pensar em quem poderia querer o meu mal e lembrei da conversa com a senhora Abigail mais cedo. Charlotte… só podia ser ela.

— Aquela desgraçada… — sussurrei, sentindo a raiva se misturar ao medo. — Foi ela.

Dei um passo para ir até Mel, que chorava.

— Eli, calma — disse Ceci, se levantando rapidamente e ficando na minha frente, como se pudesse me proteger. — Não chegue perto disso.

— Não vou. Quero chegar até minha filha, que está assustada.

Peguei Mel nos braços e me afastei, tentando acalmá-la e me acalmar.

— Ela quer me assustar — falei, com a voz falhando. — Quer que eu saiba que ela pode chegar até mim. Até aqui dentro — falei, nervosa e tremendo.

Átila, que havia saído da sala, apareceu correndo, alarmado com o barulho do meu grito.

— O que aconteceu? — perguntou, até seus olhos pousarem na caixa no chão.

Ele empalideceu.

— Senhor, meu Deus… — murmurou, tenso. — Não toquem nisso.

— Chame os seguranças agora — ordenou Ceci, sem tirar os olhos da caixa.

Átila assentiu e saiu imediatamente.

Senti um calafrio percorrer minha espinha. Olhei para as rosas na mesa. O vermelho vivo das pétalas agora parecia grotesco demais, quase uma provocação.

— Isso é uma ameaça — falei, sentindo as lágrimas se acumularem nos olhos. — Direta. Para mim… e para a Melissa.

— Aquela psicopata passou de todos os limites — disse Ceci, furiosa. — Isso não é só loucura, é um aviso. Ela quer te fazer mal, amiga.

— Ela mexeu com a pessoa errada — murmurei, cerrando os punhos. — E, pior… mexeu com a minha filha.

Saí do banheiro, e Ceci estava com Melissa me esperando do lado de fora.

— Você está bem, amiga?

— Um pouco. Aquilo na sala mexeu comigo. Nunca lidei com uma pessoa tão doentia. Como ela conseguiu fazer isso? Ela não estava presa?

— Não sei, mas tenta ficar calma, Eli. Você não pode ficar nervosa, pense no bebê.

— Como não vou ficar nervosa, Ceci, diante dessa ameaça e daquele cheiro horroroso que empesteou a sala toda?

— Eu sei que é difícil, mas você tem que esforçar. Não deixe Charlotte ter sucesso no plano dela. E confia no meu tio, ele vai dar um jeito naquela psicopata.

Eu estava trêmula. Minhas pernas fraquejaram, minha cabeça começou a girar, uma tontura me atingiu, e senti meu corpo ceder até encontrar o chão.

A última coisa que vi antes de apagar foi Melissa, quieta, no colo de Ceci. Minha amiga finalmente conseguiu pegar a prima nos braços… e ela não chorou.

Que pena que isso aconteceu nesse momento.

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