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A Pele Que o CEO Não Esqueceu romance Capítulo 61

"Felicidade não é ausência de dor. É presença de sentido. Hoje, meus filhos riram com pão nas mãos e esperança nos olhos. A vida começa nesses detalhes."

Diário de D.

...

O aroma de pão fresco enchia cada cantinho da casa, anunciando o começo de um novo dia nas primeiras horas da manhã.

Na cozinha simples, mas acolhedora, do novo apartamento de Dayse em São Paulo, três vozes se misturavam numa linda harmonia de afeto. Risos, conversas aceleradas e o som familiar de talheres se entrelaçavam, formando uma melodia única de amor e cumplicidade.

Noah, sempre o primeiro a acordar, desempenhava seu papel com uma dedicação quase ritualística. Com os olhos ainda sonolentos, ajudava a arrumar a mesa — um momento que ele levava bem a sério. E, como de costume, fazia sua pergunta inocente e cheia de esperança: Mãe, hoje vai ter café com leite ou com mágica?

Dayse, com um sorriso carinhoso, inclinava-se para bagunçar os cabelos pretos do filho.

― Hoje vai ter os dois, meu amor. Mas primeiro, um beijo ― ela dizia, com uma voz cheia de ternura e promessa. Enquanto isso, o sol começava a iluminar suavemente a cozinha, abençoando aquele instante de pura felicidade familiar.

Logo em seguida, surgiu Gael, descalço, com o cabelo bagunçado e aquela energia contagiante de sempre.

― Já fiz cinco flexões! ― anunciou, parecendo que tinha conquistado uma grande vitória.

Renata, vestindo um avental florido e mexendo o suco com uma colher de pau, não perdeu a oportunidade de provocá-lo:

― Quer dizer que vai comer cinco pães?

Gael, com um sorriso largo e os olhos brilhando de entusiasmo, respondeu:

― Só se forem com queijo!

Dante foi o último a chegar, como de costume. Silencioso, carregando um livro debaixo do braço e com o olhar atento, parecia observar tudo ao redor antes de decidir interagir.

Sentou-se à mesa em silêncio, observando aquele caos amoroso por alguns segundos. Então, com uma voz suave e distante, comentou:

― Sonhei que a gente tinha uma casa com um quintal gigante, e nossos nomes estavam escritos no portão.

Dayse sorriu com ternura, sentindo o coração se aquecer diante daquela lembrança.

"Eles cresceram entre o básico e o essencial. Nunca tiveram luxo, mas nunca lhes faltou o que mais importa: verdade, presença, afeto."

Diário de D.

— Um sonho desses a gente transforma em plano, filho — ela respondeu com uma doçura que parecia envolver todo mundo. Naquele momento simples, rodeados pelo aroma do pão quentinho, pelo sabor do suco e pelos risos compartilhados, parecia que o futuro começava a se desenhar ali mesmo, cheio de promessas de dias felizes.

O apartamento não era grande, mas era confortável e transbordava vida em cada cantinho.

Renata, com uma paciência infinita e um carinho que acolhia, lia histórias para o Noah, que ouvia atento, com os olhos brilhando de curiosidade.

No pátio, Mateo e Gael jogavam futebol, as risadas deles ecoando pelo espaço e enchendo o ar de uma alegria pura.

Dante, mais introspectivo, costumava se refugiar nos seus pensamentos, ouvindo podcasts enquanto rabiscava anotações no caderno, perdido em seu próprio universo.

À noite, tudo se transformava num mosaico de aconchego improvisado. Alguns se acomodavam no sofá, outros em colchões espalhados pela sala — era uma cena de leve bagunça que só tornava tudo mais acolhedor.

Era uma bagunça, barulhento, mas, acima de tudo, era real.

Cada momento compartilhado, cada risada, cada silêncio, construía a história de uma vida vivida com intensidade, onde o amor e a conexão eram os verdadeiros protagonistas.

Na hora de dormir, Dayse quase sempre se deitava entre seus três filhos, como um porto seguro no meio daquela pequena tempestade diária.

Gael segurava um brinquedo contra o peito, como se fosse um amuleto. Noah puxava o braço dela com carinho, como se quisesse garantir que ela permanecesse ali a noite toda. Dante, com os olhos semicerrados, ainda parecia imerso em pensamentos.

― Mãe, chamou ele baixinho.

― Hmm? ― respondeu ela, acariciando os cabelos do filho com ternura.

― A gente é feliz, né? ― perguntou Dante, com uma voz cheia de inocência e curiosidade.

Dayse sorriu, os olhos marejados, mas com a alma em paz. Uma onda de amor e gratidão tomou conta do seu coração. Sua voz saiu firme, carregada de verdade e emoção:

― A gente é livre, meu amor. E onde há liberdade, há felicidade.

Capítulo 61 — A Casa Onde Mora A Verdade 1

Capítulo 61 — A Casa Onde Mora A Verdade 2

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