POV: HAPHEL
Obedeci. Deslizei o corpo mais para frente, apoiando as mãos, arqueando as costas e empinando a bunda para ele. O movimento fez o pau de Aiden deslizar ainda mais fundo dentro de mim, me arrancando um grito obsceno.
— Ah... Aiden... — gemi, tremendo, sentindo minhas paredes se contrair ao redor dele.
Ele rosnou baixo, a respiração pesada, os dedos cravando com força na minha cintura.
— Que visão perfeita... — arfou, a voz carregada de prazer e possessividade. — Você vai me matar assim, Haphel... é perfeito demais.
— Talvez seja isso que eu quero. — disse, passando a língua pelas coxas dele, apoiando as mãos na perna firme para segurar o peso do meu corpo. Voltei o quadril em sentadas lentas, quicando devagar, sentindo cada centímetro dele entrar e sair até a base, mergulhando mais fundo a cada movimento. O calor dele dentro de mim fazia tudo vibrar; a pele colada, o suor escorrendo, o cheiro dele misturado ao meu me deixou zonza.
— Puta merda... — rugiu ele, a voz grossa, agarrando meu quadril com força. As unhas dele arranharam minha lateral, um puxão que me trouxe para mais, ditando o ritmo com mão firme e sem dó. As estocadas ficaram mais rápidas, mais pesadas, e eu me entreguei de vez, rebolando, provocando, perdida em prazer.
Meus dedos cavaram nas coxas dele; senti o grunhido atravessar o peito dele quando o apertei mais. O som das peles se chocando, o rosnado baixo, meus gemidos, tudo se misturou num peso quente e cru. A cada puxada dele eu sentia que enchia mais, que meu corpo pedia ainda mais brutalidade.
— Se é assim que você quer me matar, eu me rendo... — ele ofegou, com a voz rachada de sede. — Me mate.
Mordi os lábios, satisfeita em ver o quanto conseguia mexer com um homem tão bruto e experiente. Aiden me puxou com força para trás, me colocando mais ereta em seu pau, que pulsava fundo dentro de mim, preenchendo até o limite. Sua mão subiu pela minha barriga, firme, até alcançar meus seios, agarrando-os com força e apertando o bico duro entre os dedos. A outra mão enroscou no meu pescoço, me obrigando a erguer o queixo, expondo minha garganta ao seu domínio.
— Goza para mim, Fel. — ele ordenou, baixo e grave, a voz carregada de posse e luxúria. O tom era tão proibido, tão sujo, que arrepiou cada fibra do meu corpo. — Goza comigo!
Aiden apertou ainda mais meu pescoço, firme, me mantendo ereta e submissa ao seu controle enquanto eu rebolava e quicava sobre seu pau, sentindo cada centímetro dele me esticar fundo até a base. Os gemidos escapavam altos, sujos, despudorados; meus olhos reviravam em puro prazer, perdida naquele domínio. Senti suas presas cravarem em minhas costas, mordendo os ombros com brutalidade deliciosa, marcando cada pedaço da minha pele.
Nossos quadris batiam em um ritmo selvagem, o som seco ecoando pela gruta junto às nossas respirações ofegantes e descompassadas. O corpo inteiro latejava, um calor insuportável crescendo até a explosão inevitável. Gritei o nome dele quando o prazer me tomou de assalto, me contorcendo em volta dele, as paredes se contraindo com violência, me fazendo estremecer inteira.
Joguei o corpo para trás contra o tórax dele, completamente mole, ofegante, a visão turva pela intensidade. Belmont apoiou minha cabeça em seu ombro largo, o peito subindo e descendo com força. Ele me olhou de lado, o sorriso marcado nos lábios, os olhos dourados brilhando em incredulidade, selvagem e satisfeito.
— Caralho... — murmurou rouco, ainda dentro de mim, possessivo. — Você vai ser a minha ruína, Haphel. E eu não vou deixar ninguém nunca tirar isso de mim.

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