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A VETERINÁRIA DO ALFA SOMBRIO romance Capítulo 128

POV: HAPHEL

O tempo pareceu parar naquele instante. As íris douradas de Aiden, riscadas por tons amarelados, tinham uma profundidade que me prendiam. Era ao mesmo tempo assustador e acolhedor, como se ele enxergasse cada parte de mim, até as que eu mesma escondia. Meu coração falhou uma batida, e só percebi que estava prendendo o ar quando meus pulmões imploraram por ar.

— Você não precisa dizer nada, raposinha. — A voz dele veio baixa, grave, carregada de firmeza e ternura em igual medida. O toque quente da ponta de seu dedo roçando no meu nariz me arrancou um arrepio involuntário. — Precisamos descansar e voltar ao hotel para o próximo jogo, e...

Belmont ameaçou se afastar, mas antes que desse mais um passo, agarrei seu braço forte com minhas mãos ainda trêmulas. Ele parou de imediato, voltando o olhar para mim, e no mesmo instante me puxou contra o peito largo, como se fosse incapaz de me negar qualquer coisa.

— Tenho medo de dizer o que sinto... e você me achar uma tola por isso. — confessei, a voz falhando, mas sem desviar os olhos dos dele.

Aiden inclinou a cabeça de lado, o sorriso torto surgindo devagar nos lábios, aquele jeito imponente e provocador que só ele tinha.

— Sério? — arqueou uma sobrancelha, a diversão clara em seu tom grave. — Mais tolo do que ser o primeiro a se declarar para uma garota mais nova?

— É, tem razão... foi vergonhoso para você. — ri, provocando-o de propósito.

Belmont arqueou a sobrancelha, e antes que eu pudesse reagir, jogou água no meu rosto.

— Aí, é brincadeira, Alfa! — protestei, rindo mais ainda, mas não tive tempo de me afastar.

Ele me puxou pelo quadril de uma vez, colando meu corpo ao dele, firme, possessivo, e tomou meus lábios em um beijo doce e, ao mesmo tempo, profundo. Não havia pressa, era um beijo que me prendeu inteira, roubando meu ar e qualquer tentativa de sarcasmo.

Minha mão subiu pela sua nuca até se perder nos fios molhados, os dedos roçando as tatuagens que marcavam sua pele, sentindo cada relevo, cada traço que parecia pulsar sob meu toque.

— Talvez eu goste de você... — sussurrei contra a boca dele, deixando escapar no mesmo tom ousado e provocador de sempre, mesmo com o coração acelerado.

— Deve gostar muito para sentar desse jeito, raposinha... — rosnou Aiden, a voz carregada de malícia, os olhos dourados abrindo devagar e me encarando como se pudesse me devorar inteira. — Pode continuar fazendo isso até me amar.

— Aiden! — exclamei, sentindo o rosto corar, arregalando os olhos e desviando o olhar com vergonha. Minha ousadia cedeu por um segundo, e ele aproveitou, me erguendo facilmente nos braços.

Afundou o nariz em meus cabelos molhados, aspirando fundo como se gravasse meu cheiro na alma. Depois me colocou de pé com cuidado, os olhos atentos em volta, e puxou uma mochila camuflada que estava próxima.

— Onde arrumou roupas? — questionei ainda surpresa.

Ele abriu a mochila com calma, tirando uma camisa enorme e algumas peças de roupa, me entregando sem cerimônia. O sorriso arrogante surgiu no canto de seus lábios.

— Não é o meu primeiro jogo, Fel... — disse com aquela confiança bruta. — Normalmente venho para cá sozinho.

— Nunca trouxe a Verônica aqui? — arqueei a sobrancelha, desconfiada, sem resistir à provocação. — Nem outra loba no auge da lua?

— Que tipo de homem acha que eu sou? — Aiden cruzou os braços, os músculos se destacando sob a pele molhada. Passou a língua pelos lábios devagar, os olhos me mapeando por inteiro enquanto eu vestia a camisa larga que ele tinha me dado. O olhar dele queimava, como se despisse cada pedaço de tecido que cobria meu corpo. — Desde Ruby... não houve outra mulher. Bem, não até você se tornar a minha dívida.

Pisquei, surpresa.

— Sério? — exclamei, a incredulidade escapando sem controle. — Digo... é difícil acreditar nisso. Sei que há muitas mulheres aos seus pés.

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