— Neste mundo, nunca existe apenas o desespero como única escolha.
— Se o dinheiro acabar, pode ser ganho de novo. Mas, uma vez que a pessoa erra o caminho, nunca mais pode voltar. Se a sua avó souber que você a salvou dessa maneira, mesmo que ela sobreviva, não terá paz pelo resto da vida.
O corpo da garota tremeu intensamente, e as lágrimas finalmente não puderam ser contidas e caíram.
O tom de Beatriz suavizou um pouco.
— Eu posso te ajudar. Você não precisa se vender, nem abaixar a cabeça para ninguém.
Luna ergueu os olhos bruscamente, revelando um pânico incrédulo no olhar.
— Irmã, você realmente quer me ajudar? Contanto que você possa me ajudar, farei qualquer coisa que me pedir.
Dizendo isso, estava prestes a se ajoelhar para ela. Beatriz, rápida, a segurou.
— Levante-se!
Ela não poderia aceitar aquela ajoelhada.
Luna ficou reta, olhando para ela de forma apreensiva.
— Quanto é a taxa da cirurgia?
— Cem mil...
Para a classe delas, era apenas o preço de algumas bolsas, mas, para algumas pessoas, podia salvar uma vida.
Beatriz se sentiu um pouco abalada. Ela pegou um cartão da bolsa e entregou.
— Aqui tem cento e vinte mil.
Com os olhos vermelhos, Luna falou com a voz embargada: — Irmã, considere este dinheiro como um empréstimo. Se tiver a oportunidade, com certeza vou retribuir.
— Não é necessário, vá rápido pagar a cirurgia da sua avó.
Luna se curvou profundamente de forma solene para ela, anotou o número do telefone e saiu correndo apressadamente.
Um traço de insatisfação passou pelo rosto do gerente. Era uma mercadoria excelente que ele teve dificuldade em encontrar, e pensar no dinheiro perdido o deixou aflito.
— Pare de fazer esse tipo de coisa imoral no futuro. Se fosse a sua filha, você ainda acharia que estava fazendo uma boa ação? — Beatriz olhou para ele com uma expressão fria.
— O que isso tem a ver com você...
Antes que o gerente pudesse terminar de falar, uma voz cortante soou de repente.

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