Esse lugar é muito perigoso. Uma mulher solteira e bonita andando sozinha corre muito risco.
— Então por que você não vai atrás dela para ver o que está acontecendo? — A voz irritada de Theo soou.
— Mas Sr. Hoffman, eu ainda preciso encontrar o contato...
— Garanta a segurança dela. Deixe o resto para depois.
— Sim.
Breno correu na direção em que Beatriz havia ido.
Logo, Beatriz encontrou o celular de Letícia no meio de uma pilha de entulho. A tela estava quebrada em vários pedaços.
Ela olhou ao redor e não viu sinal de Letícia. O coração apertou.
Será que aconteceu alguma coisa com a Lê?
— Srta. Cavalcante, vá devagar. Qual o nome da sua amiga? Quem sabe eu posso ajudar. — Breno chegou ao lado dela, sem fôlego.
Beatriz franziu a testa. — Letícia Rocha. Ela me ligou dizendo que entrou sem querer no meio de uma transação de duas gangues... Antes de vir, eu chamei a polícia!
O olhar calmo de Breno mudou na hora. Ele a segurou pelo braço. — Então você definitivamente não deveria estar aqui. Venha comigo. A polícia vai te ajudar a procurar assim que chegar.
— Até a polícia chegar, eles já vão ter sumido. A Lê vai acabar morta.
— Mas não adianta nada você ficar aqui! Vou entrar em contato com um homem para ajudar a encontrá-la!
Sem dar espaço para discussão, Breno a arrastou para fora à força, ignorando seus protestos.
Irritada, Beatriz deu vários socos nele. Breno nem ligou, mas a mão de Beatriz ficou vermelha e dolorida.
Tal chefe, tal subordinado!
— Você... — Ela não lembrava o nome dele.
— Srta. Cavalcante, meu nome é Breno.
— Não me importo com o seu nome. Você estava mentindo para mim?

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