Ao ver quem era, Mariana deu um passo à frente, com o rosto ficando frio na mesma hora.
— Fabiana, veio arrumar confusão de novo? A lição da última vez não bastou?
Fabiana era a dona da loja de vestidos tradicionais do outro lado da rua; sempre sentiu inveja do sucesso do Ateliê Seda Pura e aparecia para incomodar. Na última vez que Mariana saiu do trabalho, o irmão de Fabiana a assediou em público; no fim, ele não conseguiu nada e foi parar na delegacia graças a Mariana.
Desde o dia em que Mariana se recusou a assinar o perdão, Fabiana guardou rancor profundo e arrumava desculpas para ir causar problemas e espalhar boatos ruins.
— Mariana, se não fosse por você, como meu irmão teria sido preso! — O rosto de Fabiana era cruel, a voz aguda. — Isso não vai passar em branco tão fácil!
Mariana olhou fria.
— O que você quer?
— Quero que você tire o meu irmão de lá e nos pague quinhentos mil por danos morais! — Ela exigiu com a maior cara de pau.
— Só nos seus sonhos. — Mariana bufou, com desprezo nos olhos.
Fabiana ficou furiosa com a atitude dela, olhou para as madames ricas na loja e levantou a voz para bagunçar o lugar.
— Ei pessoal, a loja não vai vender hoje, vão todos embora!
Ficou claro que queria arruinar tudo ali na frente.
Beatriz deu um passo à frente devagar e perguntou baixo:
— Mariana, o que está acontecendo?
Mariana não quis esconder e resumiu a história.

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