Beatriz falou fria: — Na garagem. Me deparei com um pequeno problema.
— Que problema? — Theo se levantou e foi para a rua, e Ricardo o seguiu com pressa.
— Cruzei com uma pessoa irracional querendo me forçar a assinar um tipo de acordo de confidencialidade. — Beatriz se sentiu impotente. — Se eu não assinar, não me deixam ir.
Theo riu leve: — Isso existe? Você pegou a pessoa cometendo assassinato ou incêndio criminoso?
— Não tão grave, encontrei uma celebridade esbofeteando alguém. E ela ficou com medo de eu espalhar o caso e sujar sua imagem.
Bianca, vendo-a no telefone como se estivesse sozinha, gritou furiosa para a assistente: — Pegue o telefone dela logo!
Sabrina avançou imediatamente na tentativa de tomar o celular; Beatriz desviou de forma ágil e deu um forte chute em sua lombar.
— Ah! —
Theo escutou a movimentação do outro lado; acelerou os passos e sua expressão tornou-se escura e fria em um instante.
— Bia, tudo bem com você?
— Sim.
— Não desligue o telefone.
As portas do elevador se abriram, e Gustavo chegou trazendo o gerente.
No instante em que o viu, Bianca chorou e se jogou nos braços de Gustavo. — Gustavo, precisa interceder por mim. Ela levantou as mãos para mim no seu território. Não respeitou você nem um pouco!
Gustavo passou os braços pelos ombros dela, os olhos escuros e penetrantes recaindo em Beatriz. Em seu olhar, um vislumbre fugaz de deslumbramento apareceu.
Existia em Metrópolis uma moça tão bonita?
Ele sempre foi atencioso com pessoas belas.
— Minha jovem, colocar a mão nas minhas pessoas no meu território sem me dar uma explicação não pode passar despercebido, pode?

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