Theo sabia que ela estava envergonhada e não queria pressioná-la demais.
Contudo, o desempenho dela há pouco o havia deixado muito satisfeito.
Ele não imaginava que Arthur ainda não tivesse desistido de Beatriz e continuasse vindo a Metrópolis para incomodá-la.
Parecia que Arthur andava com muito tempo livre ultimamente.
Um traço de frieza brilhou em seus olhos estreitos.
— Está com fome?
Beatriz concordou com a cabeça:
— Sim, um pouco.
Ultimamente, ela estivera ocupada com as aberturas das lojas físicas e online. Quando terminava o trabalho, já estava escuro, e as refeições eram sempre feitas de qualquer jeito.
Isadora Cavalcante não aparecera na empresa esses tempos, e os projetos dela também precisavam de sua supervisão.
— Comida ocidental, chinesa?
— Churrasco, pode ser?
Hazia muito tempo que ela não comia, e de repente sentiu um pouco de saudade.
Só se preocupava se Theo conseguiria se acostumar com a comida.
Theo disse com displicência:
— Eu conheço um restaurante de churrasco de frutos do mar na beira da praia. O sabor é muito autêntico. Quer experimentar?
— Claro.
O restaurante à beira-mar de churrasco de frutos do mar tinha dois andares. O primeiro andar estava cheio de movimento e fumaça, enquanto o segundo andar ficava de frente para o mar, onde se podia ouvir as ondas e observar o céu estrelado.
— Yan, que visita rara. Qual foi o vento que te trouxe aqui?
A dona, que ainda exibia bastante charme, se aproximou. Seu olhar parou em Beatriz, que estava atrás dele. Um traço de surpresa cruzou os seus olhos, e logo em seguida ela abriu um sorriso ambíguo.
— É a namorada?
Theo murmurou um "sim":
— Dona Nancy, tem lugares vazios?
— Tem sim. Por favor, subam para o segundo andar.
A dona os guiou escada acima.
— Da última vez, o Ricardo disse que você não estava mais solteiro. Eu achei que ele estivesse brincando. Não imaginava que fosse verdade. — Ela disse baixinho. — Tem bom gosto. A moça é muito bonita.

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