Beatriz assentiu e subiu direto para o segundo andar.
Dentro do quarto, Eduardo e Cecília estavam ao lado de Dona Drummond. Eduardo estava com os olhos vermelhos, segurando firmemente a mão da idosa, chamando suavemente um por um: — Mãe... Mãe...
Mas Dona Drummond não respondeu. Ela já havia caído em um coma grave.
Comparada ao tom brevemente corado da noite anterior, seu rosto estava assustadoramente acinzentado agora, sua respiração fraca e os membros frios. O monitor de eletrocardiograma ao lado emitia um zumbido estridente e longo, a forma de onda verde pulsando cada vez mais lentamente e nivelando-se. A frequência cardíaca despencou até quase formar uma linha reta. A situação estava mais crítica que qualquer outra vez anterior.
Beatriz caminhou apressada para o lado da cama, colocando a ponta dos dedos suavemente no pulso de Dona Drummond, e imediatamente ficou com um semblante pesado.
— Por favor, saiam todos daqui. — Ela disse em voz grave.
Eduardo e Cecília se olharam e, prestes a falar, Felipe já avançara para conduzir levemente os dois para fora. Os demais também deixaram o quarto em seguida.
— Felipe, a idosa está no fim. O corpo dela não aguenta mais ser mexido... É melhor aproveitarem o pouco tempo para conversar com ela. — O médico-chefe falou em voz grave, num tom inútil e conclusivo.
A expressão de Felipe enrijeceu num instante, com a voz fria: — Eu paguei um bom dinheiro para contratar vocês, não foi para ouvi-los anunciar uma sentença de morte. Se vocês não conseguem, não quer dizer que os outros não consigam. Leve sua equipe, saiam e aguardem lá fora.
Depois que todos saíram, Theo perguntou em voz baixa: — Beatriz, precisa de ajuda?
— Não, eu dou conta.
Se houvesse algum acidente, ela assumiria sozinha. Não queria arrastá-lo para baixo.
— Estarei logo na porta. Se acontecer algo, chame-me na hora.
— Está bem.
A porta do quarto foi fechada com suavidade, isolando todos os olhares e sons.

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