Gustavo baixou os olhos para ela, segurando seu queixo com os dedos, mas o sorriso não alcançou seus olhos.
— Você está me questionando ou acha que preciso relatar meus passos para você?
O sorriso no rosto de Bianca congelou instantaneamente, e um traço de pânico fugaz passou pelos seus olhos.
— Claro que não... eu só estava com saudade.
Ela desenhava círculos leves no peito dele com os dedos, flertando intimamente com ele como se não houvesse mais ninguém por perto, e as pessoas ao redor pareciam já estar acostumadas com isso.
Gustavo afastou a mão friamente e a empurrou de leve.
— Não vê que estou ocupado? Eu a mimei demais normalmente, você nem consegue distinguir as ocasiões.
Ele virou o rosto para olhar para Beatriz, com um tom educado e distante.
— Desculpe a Srta. Cavalcante por ter que ver isso.
Beatriz apenas curvou levemente os lábios, sorrindo sem dizer nada.
A porta do elevador se abriu lentamente e ela foi a primeira a entrar, com Gustavo logo atrás.
Bianca mordeu o lábio e tentou segui-los, mas recuou diante do olhar sem calor de Gustavo, ficando paralisada no lugar.
Ao se virar, encontrou vários olhares ao redor, sentindo uma raiva reprimida no peito sem ter onde descarregar.
Gustavo nunca a havia tratado dessa maneira.
Lorena desviou o olhar e falou para Clara: — Clara, se não houver mais nada, vou voltar ao trabalho.
— Hum, vá.
Assim que Clara se virou, foi chamada por Bianca.
— Clara, tem um tempo? Eu convido para comer.
Clara sorriu de leve: — Uau, o sol nasceu no oeste hoje? Você se oferecendo para me pagar uma refeição.
— Não fale assim. Quando entrei na empresa, foi você quem me orientou, como eu esqueceria esse favor. — Bianca segurou o braço dela carinhosamente e balançou de leve. — Clara, me dê essa honra.
...

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