Desde pequenas, Isadora não se dava bem com ela. Talvez por causa do favoritismo do pai, isso a deixava insegura, querendo competir em tudo.
— Que gritaria é essa, que falta de modos!
Ao ouvir o barulho, Heloísa saiu e paralisou assim que viu Beatriz.
— Beatriz, você voltou.
O tom era neutro, sem calor.
Beatriz cumprimentou educadamente: — Helô.
Heloísa assentiu: — Seu pai está no escritório, pode ir falar com ele.
Logo atrás, ouviu-se a repreensão de Heloísa.
— Uma garota não deveria gritar desse jeito, o que eu sempre te ensinei?
— Mãe, ela passou dos limites e me provocou de propósito!
Beatriz levou a mala para o quarto antes de ir ao escritório.
— Pai.
Otávio ergueu os olhos e sorriu: — Voltou?
— Sim.
— Tudo resolvido por lá?
— Sim.
— Já que voltou, não pense em mais nada. Quanto à família Hoffman... deixa para lá.
A família Hoffman de Metrópolis era de elite, e muitas famílias fariam de tudo para conseguir um casamento com eles.
No passado, ele e Beatriz haviam salvado Dom Henrique Hoffman de uma crise repentina. Ninguém esperava que ele oferecesse o casamento de Beatriz na família Hoffman depois.
Na época, cego por essa oportunidade caída do céu, ele aceitou o acordo sem perguntar a opinião de Beatriz.
Quando ela partiu sem avisar três anos atrás, ele foi no dia seguinte se desculpar com Dom Henrique. Embora ele não tivesse dito nada pesado, a aura tensa e a insatisfação ao redor não puderam ser escondidas.

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