Sabrina se assustou com a crueldade no olhar dela.
— Bianca, não faça besteira. É só um patrocínio. Você tem tantos recursos, não precisa brigar com ela...
— Você sabe muito bem o peso desse patrocínio! — Bianca a interrompeu rispidamente, segurando seus ombros. — Sabrina, você vai me ajudar, não vai?
— O que você quer fazer?
Bianca se aproximou e sussurrou no ouvido dela.
— Não. Se o Sr. Lacerda descobrir, nunca mais arrumo emprego em Metrópolis.
Ela não apostaria seu futuro para embarcar nas loucuras da outra.
— Você não trabalha por dinheiro? Se não me engano, seu irmão está atolado em dívidas de jogo. Se você me ajudar, eu resolvo isso para você!
Sabrina hesitou.
Bianca não demonstrou pressa, sabia que ela acabaria concordando.
Afinal, os pais de Sabrina favoreciam os homens, e ela sempre sacrificava tudo pela família. Pelo bem do irmãozinho, ela cederia.
Dito e feito...
— Certo. Mas lembre-se do que me prometeu.
...
Quarto de hóspedes no segundo andar.
Theo Hoffman tomava chá no sofá. Gustavo Lacerda acendeu um cigarro e ergueu uma sobrancelha para ele.
— Não vai descer para dar as caras?
— Ainda não é a hora.
Hoje era o banquete da família Cavalcante, e a maioria dos convidados eram mulheres. Sua presença não era adequada, e ele não queria roubar a atenção.
Gustavo soltou um anel de fumaça.
— Então quando será a hora?
— No dia do noivado.
— Você pretende ficar noivo da Srta. Cavalcante?
— Sim.
— Você tomou a iniciativa?
— Algum problema?
— Nenhum — Gustavo riu fraco. — É raro ver você tomando a iniciativa em algo. Fico feliz por você.

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