Sabrina recusava-se a admitir e tentava se debater num último esforço.
— Pelo visto, você não vai desistir até chegar ao limite.
Eduarda puxou um homem em sua direção e parou, ofegante.
— Chefe, veja se é ela!
Ao reconhecer o chefe, as pupilas de Sabrina encolheram e ela abaixou a cabeça.
O chefe a encarou por um momento e concordou.
— É ela. Há quarenta minutos, ela foi à minha loja comprar óleo. Na hora, eu perguntei para que ela ia usar, mas ela não respondeu. Pagou e foi embora.
Sabrina se apressou:
— Você está confundindo as pessoas! Não fui eu!
— Moça, estou na meia-idade, ainda não tenho demência. Talvez eu precisasse pensar sobre quem vi ontem, mas não esqueço dos clientes do mesmo dia.
Com testemunhas e provas contra ela, o rosto de Sabrina murchou, sem ter como se defender.
— Sabrina, se você não confessar, eu chamo a polícia. — O olhar de Beatriz era gélido. — Se você contar a verdade, dou-lhe uma chance de se redimir. Espero que não conte com a sorte, não cometa erros bobos e não arruíne o próprio futuro.
Sabrina suava frio e lançou um olhar furtivo para Bianca.
— Sabrina, não achei que você faria algo assim! Me decepcionou muito. — Bianca avançou e segurou a mão dela com força. — Que ódio você tem da Lorena para fazer mal a ela dessa forma?
— Fui eu! — Sabrina soltou a mão dela, decidida a assumir. — Não tenho ódio dela, só não vou com a cara dela. Se precisam de um motivo, ano passado eu estava fugindo de cobradores de dívidas e ela passou por mim sem ajudar.
— Só por isso?
Beatriz claramente não acreditou, assim como os outros presentes. Aquela desculpa era muito forçada.
— Sim, só por isso.
Os olhos de Sabrina ficaram vermelhos.

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