Elena revirou os olhos para ele.
— As artistas da sua empresa... você não conhece o caráter delas?
— Eu sou o chefe, não o marido delas. Não tenho que saber de todos os detalhes da vida de cada uma. — Gustavo de repente se aproximou e provocou no ouvido dela: — Será que a Lena quer me dar uma chance de te conhecer melhor?
Lena...
O corpo de Elena enrijeceu, e ela se arrepiou toda.
Tudo o que ela queria agora era um lugar para ficar quietinha!!
— Beatriz, Yan, eu tenho que resolver umas coisas, vou na frente. Sobre o anúncio, amanhã de manhã peço ao departamento de relações públicas para cuidar disso.
— Eu te acompanho.
— Não precisa, podem conversar.
Elena se levantou, e Gustavo fez o mesmo.
— Bom, eu também vou. Sobre o ferimento da Lorena, amanhã vou mandar o meu assistente ao hospital para acompanhar tudo.
Terminando de falar, ele andou rápido, seguindo na mesma direção que Elena.
Beatriz ficou confusa.
— O que está acontecendo com esses dois?
— Também não sei. — Theo estendeu o braço, puxou-a para um abraço firme e aproximou o rosto do ouvido dela, sua respiração quente. — Esqueça os outros, olhe para mim.
As orelhas de Beatriz esquentaram. Ela colocou a mão no peito dele e reclamou baixinho:
— Ainda tem gente lá fora.
Os lábios de Theo se curvaram.
— Sem a minha ordem, eles não ousam entrar.
— Mas não pode ficar brincando assim! — Beatriz ergueu os olhos e o encarou.
— O que achou do meu comportamento ultimamente?
A mudança repentina de assunto fez Beatriz hesitar, mas ela respondeu com sinceridade:
— O Sr. Hoffman foi impecável.
— Lembro que, antes de irmos para Porto Real, alguém disse que se eu me comportasse bem, ganharia uma surpresa. Estou esperando até agora e nada. — Ele abaixou a cabeça, mordiscou levemente a orelha dela, passou a língua devagar, e sua respiração quente tocou o pescoço dela. — Mentirosa!
Beatriz estremeceu, mordeu o lábio, e o rosto corou na mesma hora.

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