Heloísa olhou discretamente para Beatriz, que continuava quieta e sem expressão, e franziu as sobrancelhas.
Quando foi que ela ficou tão obediente?
No passado, ela era mimada, rebelde e odiava receber ordens.
No casamento com a família Hoffman, ela sequer pensou nas consequências e simplesmente fugiu.
— Otávio, a Beatriz acabou de chegar, não tem experiência no trabalho e nem conhece o mercado. Entrar direto como vice-presidente vai fazer o pessoal falar mal dela. Que tal repensar e deixá-la começar de baixo?
Ela não queria que Beatriz se envolvesse no núcleo da empresa. Isso seria deixado para seu filho Bernardo.
Otávio pensou por um instante e achou que a lógica estava certa. Se Beatriz quisesse se manter no cargo, precisaria fazer com que todos a respeitassem de fato.
— Beatriz, o que você acha?
Beatriz deu um sorriso: — Acho que ela tem razão. Chegar do nada como vice-presidente pode gerar reclamações, as pessoas podem não me ouvir. Estou disposta a começar do nível básico para treinar.
Ouvindo isso, Heloísa curvou os lábios.
Sinal de que ela estava aprendendo a se enxergar.
Se a deixasse cometer alguns erros, ela não seria promovida e não ameaçaria a posição de Isadora na empresa.
Isadora falou apressada: — Pai, já que ela concorda, está decidido, né?
Não fazia sentido a Beatriz voltar e já ficar por cima dela!
— Não, é um desperdício colocar a Beatriz na base! — Otávio negou no mesmo momento. E então, teve uma ideia.
— A nossa empresa está competindo pelos direitos de representação da marca de luxo italiana Vittini na Grande China. É o projeto externo mais importante do ano. A marca exige grande profissionalismo e rede de contatos para fechar. Quem de vocês duas, você ou a Isadora, conseguir os direitos primeiro, ficará com a vaga de vice-presidente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Vingança da Herdeira: O Arrependimento do Ex