Às vezes, sentia que não ia aguentar.
Theo sussurrou perto do ouvido dela:
— Vou considerar isso um elogio.
Ele era um adulto. Depois de tantos anos sem se relacionar, tendo alguém com quem se importava em seus braços, como conseguiria se conter?
Principalmente por ser a garota de quem gostava há tantos anos.
Desde que a encontrou e a viu, ele já queria...
Beatriz ficou sem palavras.
— Quem está te elogiando? Não seja narcisista.
— Você diz uma coisa e pensa outra.
Ele segurou o queixo dela e a beijou.
Quando o beijo acabou, ela virou o rosto, sem ar.
— Eu não escovei os dentes!
— Tudo bem. Não me importo.
Após dizer isso, começou a beijá-la pelo corpo todo. A mente dela foi ficando confusa, e ela se deixou levar pelas ações dele.
Foi mais uma hora na cama.
Após o café da manhã, Theo a levou pessoalmente até a empresa.
Trabalhou até o meio-dia, depois foi ao hospital visitar Lorena.
— Vice-Presidente Cavalcante.
Lorena tentou se sentar, mas Beatriz segurou seus ombros.
— Fique deitada, não precisa levantar. — Seu olhar caiu sobre o gesso na perna dela. — Como está se sentindo?
— Dá para aguentar. O problema é que todos os trabalhos terão que ser adiados.
— A saúde é o mais importante. Descanse.
— Ontem à noite, a Sabrina veio me ver.
Beatriz ergueu uma sobrancelha, esperando que ela continuasse.
— Ela me disse que armou contra mim, ajoelhou, pediu desculpas e implorou que eu não a processasse. — Ela fez uma pausa e disse baixinho: — Eu aceitei.

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