Todos o elogiavam como o escolhido e alguém único.
Mas quando o pai Otávio falou dele, ela montou a imagem de um homem monótono e chato.
Pensando em ter de passar a vida inteira com alguém assim, ela arrumou as malas e fugiu no meio da noite.
— Obrigada.
— Deixa comigo! Apesar de nunca ter visto a cara dele, a fama lá fora é excelente. Não há um único escândalo, ele é bem melhor do que o Arthur.
Letícia bateu no ombro dela e riu: — Sentimentos podem surgir com o tempo, trate o cara como um cachorro, não seja tão boazinha com ele, o jogo ficará em suas mãos.
Mas Beatriz não estava tão positiva.
Ele tinha um QI elevadíssimo, brincar com ela seria fácil e rápido.
— Nunca subestime, acho que, na idade dele e sem mulher do lado, deve ter algum problema.
Ricardo Albuquerque, vestido com uma jaqueta de couro, saía da loja de equipamentos, ouvindo as palavras e sorrindo.
Na sala de sinuca.
Ricardo jogou o capacete de moto no sofá de couro e assobiou na direção do homem que estava não muito longe. — Yan, acabei de vir da loja e ouvi algo interessante sobre você.
Theo Hoffman, apelido: Yan.
Dos parentes aos velhos amigos, todos o chamavam pelo apelido, e com o tempo, todos passaram a chamá-lo de Henrique Hoffman Jr., e poucas pessoas lembravam seu nome original.
Theo usava uma camisa branca e estava inclinado para frente, mirando na bola com cuidado. Com um toque, o taco bateu na bola, fazendo a mira exata e colocando a bola na caçapa com perfeição, cheio de elegância.

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