Ao fim, Ricardo passou os olhos no andar de baixo e ergueu as sobrancelhas.
— Yan, ali na esquerda.
Seguindo o olhar dele.
Ela usava um vestido que realçava seu ombro, com um tom champanhe marcando a cintura. Suas feições chamavam a atenção.
Theo apertou os olhos, sem desviar.
No andar de baixo, Beatriz sentiu os olhares e olhou para o andar de cima.
Mas tudo o que viu foram as janelas foscas, incapaz de notar quem estava lá.
As luzes no salão diminuíram, com exceção da luz central no palco de leilão.
O ambiente ficou quieto, e com o leiloeiro no palco, os leilões começaram de vez.
Os leilões passaram até chegar no objetivo da noite.
Ela manteve o olhar no centro do palco.
— O quadro de Salvatore foi criado no ano 1520. A pintura retrata uma mulher... o lance começa em três milhões.
Com as palavras do homem, os lances começaram.
— Cabine cinco do segundo andar, cinco milhões!
Beatriz ergueu sua placa de pronto.
— Seis milhões!
Na cabine, Theo franziu as sobrancelhas.
— Parece que quem salvou sua vida também veio atrás do quadro. — Ricardo se divertiu.
— Seis milhões e quinhentos!
Os lances não paravam no andar de baixo.
Ricardo viu que Theo não reagia e perguntou: — Seu avô não falou que você precisava trazer o quadro mesmo com lances absurdos?

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