— Beatriz, então a acompanhante que o Gabriel ia levar era você? — Isadora fingiu surpresa. — Mas o que vamos fazer? O Gabriel já me prometeu que me levaria. Você não vai culpar a sua irmã aqui, né?
— Claro que não! — Beatriz deu um sorriso falso. — Já que ele prometeu a você, Isa, eu dou outro jeito.
— Sendo assim, o Gabriel e eu vamos entrar primeiro.
Isadora curvou os lábios em um sorriso orgulhoso e indisfarçável.
Tudo isso porque ela não tinha a proteção da mãe biológica, enquanto Isadora tinha Heloísa planejando por trás.
Mas ela já havia se acostumado com isso ao longo dos anos.
A vida de ninguém era perfeita.
Após a saída de Gabriel e Isadora, Beatriz apertou os lábios. Ela pegou o celular e vasculhou os contatos, sem saber o que fazer.
Naquele momento, ela viu pelo canto do olho uma figura alta e familiar passando pela entrada.
Theo Hoffman!
Os olhos dela brilharam de imediato.
Era a solução caindo do céu.
Theo virou o rosto para falar com Ricardo Albuquerque atrás dele. Ricardo foi o primeiro a notar Beatriz. Ele ergueu as sobrancelhas e brincou.
— Theo, olha quem está ali.
O homem virou o olhar e encontrou aquela figura esbelta. Ele semicerrou os olhos escuros.
Quando Beatriz teve certeza de que o homem a havia notado, andou devagar até ele.
— Sr. Hoffman, que coincidência encontrar você aqui.
Theo estava com uma mão no bolso. Ele a olhou com indiferença.
— Precisa de algo?
O tom de voz dele era frio e distante.
Beatriz sorriu. — O senhor veio para o coquetel do Enzo?
Como ele não respondeu, ela insistiu.
— O senhor... precisa de uma acompanhante?
— Quer que eu leve você para dentro? — Theo foi direto ao ponto.
Beatriz confirmou apressadamente. No segundo seguinte, a fala do homem fez o sorriso dela desaparecer.

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