Especialmente naquele momento. Havia batom vermelho nos lábios dele. A pele branca destacava as cores naturais de seu rosto. Era uma visão incrível, de tirar o foco de qualquer pessoa.
Que pena. Ela se casaria com Henrique Hoffman Jr., então não poderia ter nada sério com aquele homem.
Mas os dois tinham o sobrenome Hoffman.
O coração dela pesou.
Será que havia alguma ligação entre eles?
— Sr. Hoffman, limpe-se.
Ela abaixou o olhar e o entregou um lenço.
Theo não pegou. Ele se curvou para perto, com as intenções mais do que óbvias.
Beatriz engoliu a paciência e limpou o batom no canto da boca dele.
— Sr. Hoffman, o senhor tem alguma relação com a família Hoffman de Metrópolis?
Era melhor perguntar para tirar a dúvida.
E se Theo tivesse laços com a família Hoffman? Ela teria ficado com ele, enquanto pensava em conquistar Henrique Jr. e firmar o casamento... Se os Hoffmans achassem que ela era infiel e saía com dois ao mesmo tempo, estaria morta.
Theo ergueu as sobrancelhas, achando graça. Em vez de responder, devolveu a pergunta: — Que relação você acha que temos?
— Não é o senhor quem vai me dizer? — Beatriz sorriu. — O senhor é de Vila Serena, não é?
— Sim.
O avô dele era de Vila Serena, então ele também era.
Ao ouvir isso, Beatriz suspirou aliviada.
— Sr. Hoffman, vamos sair?
Se não saíssem, o evento começaria!
Ao passar pela porta, Beatriz abraçou o braço firme dele com intimidade.
Theo olhou de canto para ela.
— Hehe.
Beatriz deu um sorriso tentando agradá-lo.
Após confirmarem que o convite estava certo, liberaram a entrada deles.

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