Parecia que ela valorizava e ansiava muito por essa oportunidade.
Com uma expressão neutra, Beatriz passou por ela e desceu as escadas.
— Beatriz! Ignorar os outros quando falam é muita falta de educação!
Isadora correu atrás, escondendo sua certeza. Ela não acreditava que Beatriz realmente não se importasse; com certeza estava fria por fora, mas louca de inveja por dentro.
Ela queria ver o olhar de frustração e inveja de Beatriz.
— O que está acontecendo aqui?
Na sala de jantar, Otávio estava lendo o jornal enquanto tomava café da manhã. Ao ouvir o barulho, levantou os olhos e viu as duas irmãs entrarem uma após a outra.
Beatriz sentou-se diretamente ao lado dele, mas Isadora escolheu o assento oposto a ela de propósito, deixando claro que queria confronto.
Os empregados serviram o café da manhã, colocando tudo diante das duas.
Beatriz pegou uma fatia de pão, passou geleia levemente, deu uma mordida sem pressa e falou de maneira casual.
— Pai, a irmã tem boas notícias para lhe contar.
— Ah? — O olhar de Otávio caiu sobre Isadora. — Que boas notícias?
Isadora levantou ainda mais os cantos dos lábios, com um orgulho indisfarçável na voz.
— Agora mesmo recebi uma ligação de Valen pedindo que eu fosse à empresa dele mais tarde.
Um traço de surpresa passou pelos olhos de Otávio.
— Você convenceu o Sr. Valen?
— Claro que sim — ela ergueu o queixo. — Ele disse que o meu plano de negócios ficou muito bom e que consideraria seriamente a parceria. Ele ligou de propósito hoje de manhã, imagino que seja para fechar o contrato.
— Bom trabalho! — Otávio elogiou na mesma hora e advertiu: — Seja cuidadosa com suas palavras e ações lá, não envergonhe o Grupo Cavalcante.
— Entendi, pai.
Isadora respondeu, olhando de soslaio para Beatriz, cheia de alegria por dentro.
O pai havia elogiado ela na frente de Beatriz, o que era algo raro.

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