Beatriz voltou à empresa e, assim que entrou no escritório, seu olhar passou pelo sofá e ela parou por um instante.
— A irmã está me esperando?
Ela entrou e colocou os documentos na mesa.
Sentou-se sem pressa na cadeira giratória.
Ergueu uma sobrancelha para a ansiedade indisfarçável de Isadora.
— A Elena assinou o contrato com você?
— Então era isso que a irmã queria saber — Beatriz respondeu com outra pergunta: — O que você acha?
Ela estava omitindo isso de propósito, pois queria ver a ansiedade de Isadora ao esperar pelo resultado.
— Beatriz, tem graça agir assim?
Isadora levantou-se irritada e foi até ela, estendendo a mão para ler os documentos.
Antes que pudesse alcançá-los, Beatriz estendeu a mão e a pousou sobre a pasta.
— Isadora, aqui é a empresa, não é lugar para você fazer birra!
Ao encontrar o olhar afiado dela, Isadora ficou atordoada por um instante, intimidada por seu tom repentino.
— É apenas uma questão de dizer sim ou não, para que esconder o jogo? Se você não conseguiu, eu não vou rir da sua cara.
Isadora retraiu a mão e cruzou os braços.
Se nem ela tinha conseguido fechar a parceria com a Vittini, Beatriz, que ficou fora de Metrópolis por três anos e não entendia o mercado atual, muito menos seria capaz.
Beatriz olhou para ela em silêncio e disse friamente: — Saia.
— Você! Hmph!
Isadora deu as costas e saiu irritada.
Assim que a porta se fechou, Beatriz esfregou as têmporas.
Ela pegou o celular e abriu o WhatsApp de Theo Hoffman.
[Sr. Hoffman, vamos nos encontrar hoje à noite?]
[Meu esforço recente foi excessivo, não posso atender à Srta. Cavalcante. Vamos deixar para outra vez quando eu recuperar as energias.]
Beatriz olhou para a mensagem, sem ter o que dizer.
Como ele conseguia mentir daquele jeito?
Obviamente era ele que exigia demais todas as vezes, como uma pessoa morrendo de fome que não come há dez dias.

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