Theo Hoffman estendeu a mão para puxar a mulher para seus braços, mas agarrou apenas o ar.
Ele abriu os olhos estreitos e afiados de repente. A figura da pequena mulher já não estava ao seu lado.
Ele pegou o celular por hábito e deu uma olhada.
Na tela brilhava a mensagem que Beatriz Cavalcante enviara meia hora atrás.
No momento em que leu o conteúdo, ele riu de raiva.
Não era à toa que Beatriz tinha sido tão proativa na noite anterior; ela queria pagar o favor e encerrar o assunto ali mesmo.
Aquela mulher mudava de atitude mais rápido do que folheava um livro. Queria usá-lo e descartá-lo, como quem mata o burro depois que a carga chega.
O toque do celular soou de repente. Era uma ligação da casa principal.
— Vô?
— Já voltou?
— Acabei de voltar. Aconteceu algo?
— Agendei um encontro entre você e a garota da família Cavalcante para amanhã à noite.
A pessoa que ele mesmo escolheu, e eles nem tinham se encontrado formalmente. Isso fazia sentido?
Theo entendeu no mesmo instante.
Ela estava com pressa de cortar relações com ele porque ia para um encontro de casamento arranjado.
Ele só não sabia que expressão maravilhosa ela faria quando descobrisse que o noivo era ele.
— Entendi.
Ele brincava com o celular entre os dedos. Ao se lembrar do calor e da maciez dela na noite anterior, seus olhos escureceram um pouco.
Nove horas, sala de reuniões do Grupo Cavalcante.
Os altos executivos se sentaram em ordem. O clima estava tenso.
Otávio Cavalcante olhou ao redor, seu tom era calmo, mas carregava uma autoridade inquestionável.
— A partir de hoje, Beatriz assume como Vice-Presidente. As palavras dela me representam diretamente. Espero que todos cooperem.
Houve um alvoroço instantâneo no local.

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