POV: MOON
Apoiei os cotovelos na pedra fria da bancada, dei mais um gole no café e foquei na comida. Quando mordi a torrada dourada, meus olhos fecharam sozinhos de tão gostoso que estava.
— Meu Deus, Christian... De verdade? Isso tá bom demais. Onde você aprendeu a cozinhar desse jeito?
Ele soltou uma risada baixa, terminando de servir o próprio café:
— Eu sou bom em tudo o que me proponho a fazer, ratinha.
— Convencido.
— Não. Realista. — Ele rebateu.
Devorei a torrada e as frutas, sentindo o meu corpo recuperar a disposição aos poucos. O café estava perfeito. Quando terminei, soltei um suspiro longo de satisfação.
O Christian colocou a xícara na bancada, contornou a ilha com passos calmos e parou na minha frente. Antes que eu pudesse me levantar, ele segurou a minha cintura com aquelas mãos pesadas e me puxou da banqueta para o colo dele, sentando no meu lugar.
Encaixei as minhas pernas ao redor do quadril dele, de frente para o peito largo e sem camisa. A mão dele subiu para a minha nuca, os dedos deslizando pelos meus cabelos loiros, massageando com um carinho bom.
Ele encostou a testa na minha:
— E aí? Como tá se sentindo agora que comeu?
— Bem melhor. A comida tava maravilhosa.
Ele me encarou em silêncio por alguns segundos, prestando atenção em cada detalhe do meu rosto:
— Ótimo. Porque depois que a gente escovar os dentes, eu vou passar aquela pomada em você de novo. Precisa cuidar direitinho para não assar e fingir que é remédio para curar rápido.
Arregalei os olhos, sentindo o calor subir direto para as minhas bochechas. Empurrei o peito dele de leve:
— Christian! Para de ser desse jeito, pelo amor de Deus.
Ele ergueu uma sobrancelha, com um meio sorriso nos lábios:
— Desse jeito como? Cuidadoso? Por que eu deveria parar?
— Porque isso é bom demais, tá? É bom até demais — confessei, escondendo o rosto na curva do pescoço dele de tanta vergonha. — Mas você me deixa sem graça. Me faz parecer uma menininha indefesa, uma criança.
O Christian soltou uma risada rouca que vibrou no peito. A mão na minha nuca apertou com firmeza, levantando o meu rosto para me fazer olhar para ele:
— Mas você é a minha menininha, Moon. Você é minha. Eu vou cuidar de você desse jeito sim. E se reclamar, cuido em dobro.
Revirei os olhos, segurando a risada boba:
— Christian, a gente tem praticamente a mesma idade. Para de agir como se fosse muito mais velho.
Ele deu um sorriso de lado, desceu o rosto e deu um beijo estalado na ponta do meu nariz:
— Eu sou um pouquinho mais velho, ratinha. Respeita a hierarquia.
Antes de eu retrucar, ele me deu outro beijo na testa, encerrando a discussão com aquela autoridade natural dele.

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