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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 511

( esses capítulos seriam postados amanhã, mas resolvi antecipar - Então até segunda!)

venha para o grupo 62985193544)

POV/ SAKURA

Nathan soltou uma risada, satisfeito demais consigo mesmo, e voltou a mexer no computador.

Respirei fundo e continuei separando os documentos. O arquivo histórico ocupava uma sala muito maior do que imaginei. As estantes metálicas chegavam quase ao teto, algumas identificadas por décadas e outras por setores. Havia caixas com fotografias, livros de registros e pastas de projetos que já não estavam em execução.

O computador instalado sobre a mesa parecia pertencer a outra época. O monitor era grosso, o teclado tinha algumas letras desgastadas e o sistema demorava vários segundos para responder a qualquer comando.

Nathan já tinha reclamado duas vezes da lentidão.

Na terceira, bateu a ponta do dedo sobre a mesa.

— Pelo amor de Deus.

Olhei para ele.

— Que foi?

— Estou tentando abrir uma pesquisa.

— E?

— Acho que o computador está pensando se vale a pena continuar vivo.

Comecei a rir.

— Não judia do coitado. Ele deve ter a idade do Heitor.

— Se continuar assim, vou pedir aposentadoria para os dois.

A risada escapou antes que eu conseguisse controlar.

Nathan sorriu, mas logo voltou a examinar a tela.

Eu estava trabalhando com os arquivos físicos, enquanto ele pesquisava os registros digitalizados. Tínhamos decidido começar pela história da Blackwood e pelos projetos desenvolvidos aproximadamente dez anos antes, período em que Otávio Bittencourt ainda estava envolvido com a tecnologia que Sky mencionara.

A maior parte das pastas continha informações comerciais sem relação aparente com o que procurávamos.

Encontrei registros de inaugurações, investimentos imobiliários, projetos internacionais e algumas disputas contratuais. Em determinados períodos, o nome de Lorenzo aparecia com frequência nos documentos administrativos. Em outros, surgiam assinaturas de diretores que eu não conhecia.

Passei quase vinte minutos examinando uma sequência de contratos até encontrar uma pasta com a identificação de um antigo projeto de tecnologia.

Abri imediatamente.

Havia documentos sobre sistemas de modelagem, licenciamento de programas e desenvolvimento de ferramentas para projetos arquitetônicos.

Meu coração acelerou.

— Nathan.

Ele ergueu a cabeça.

— Encontrou alguma coisa?

— Talvez.

Levei a pasta até a mesa e coloquei diante dele.

Nathan se inclinou para examinar as primeiras páginas.

— Tecnologia aplicada à arquitetura — leu.

— Sky me contou que o pai dela desenvolveu uma inteligência artificial e teve problemas com a Blackwood por causa dos direitos sobre o projeto.

Ele assentiu.

— Você comentou isso no elevador.

— Então olha aqui.

Apontei para uma referência contratual que aparecia em duas páginas diferentes. Uma delas mencionava uma empresa ligada à exploração comercial da tecnologia. A outra fazia referência a um procedimento de contestação sobre a titularidade de determinados recursos.

Nathan leu com atenção.

— Isso parece parte de uma disputa de licenciamento.

— Foi o que pensei.

— Mas não temos o contrato principal.

Virei mais algumas folhas.

— Nem a decisão do processo.

Ele pegou a pasta e examinou a etiqueta.

— Podemos anotar a referência e procurar depois. O arquivo jurídico deve ter a documentação completa.

Assenti e registrei o número no meu celular.

Não queria concluir nada sem entender o que aqueles papéis realmente significavam.

Nathan voltou ao computador, enquanto continuei examinando as caixas da mesma década.

Encontrei fotografias de reuniões, eventos corporativos e apresentações de projetos. Em algumas imagens, Lorenzo aparecia muito mais jovem, sorrindo ao lado de executivos estrangeiros. Heitor também estava presente em várias delas.

Peguei uma fotografia de uma cerimônia de inauguração e a aproximei da luz.

— Nossa, olha o Lorenzo.

Nathan virou o rosto.

— O que tem ele?

— Era bonito.

Ele arqueou uma sobrancelha.

— Era?

— Continua sendo, mas aqui parecia ator de novela.

Nathan fez uma careta.

— Você está elogiando o pai do Christian?

— Estou analisando fatos históricos.

— Sei.

Coloquei a fotografia de volta na pasta.

— Ciumento.

— De Lorenzo Blackwood? Pelo amor de Deus, Sakura.

Comecei a rir.

Ele balançou a cabeça, mas o sorriso apareceu mesmo assim.

Voltei às estantes e puxei outra caixa. O papelão estava coberto por uma camada fina de poeira, que levantou assim que removi a tampa.

Espirrei.

— Saúde — Nathan disse, sem olhar para trás.

— Obrigada.

Espirrei novamente.

— Saúde.

Na terceira vez, ele finalmente virou a cadeira.

— Você está tentando morrer intoxicada?

— Estou tentando trabalhar!

Nathan se levantou, pegou uma caixa de lenços sobre um armário e a colocou perto de mim.

— Usa isso para limpar a poeira antes de enfiar o nariz nos documentos.

Peguei um lenço.

— Nossa, que homem atencioso.

— Eu me preocupo com você.

Meu sorriso diminuiu um pouco.

Nathan falou com tanta naturalidade que fiquei olhando para ele durante alguns segundos.

Ele pareceu perceber minha reação e apontou para a caixa.

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