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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 542

POV: CHRISTIAN

A água quente fechou o mundo.

Puxei Moon contra o peito, os dois debaixo do jato, o corpo pequeno encaixado no meio das minhas pernas abertas. As mãos dela subiram pelas minhas costas, molhadas, e eu desci a boca no ombro dela, beijando a pele clara, sentindo o gosto da água. Afastei os cachos do rosto outra vez, com mais cuidado, e lavei a maquiagem com a palma, o polegar passando embaixo do olho, tirando o borrado sem esfregar forte.

— Fecha os olhos.

Ela fechou. Peguei o sabonete do hotel, fiz espuma na mão e passei no rosto dela, devagar, como se aquele fosso entre nós ainda pudesse se abrir se eu apressasse. Enxaguei. Beijei a pálpebra. Beijei a outra. Moon soltou o ar e encostou a testa no meu peito.

Despejei o shampoo na palma. Espalhei nos cachos. Os dedos entraram no couro cabeludo, da testa até a nuca, e ela soltou um som baixo, de quem finalmente deixava o corpo ceder. Massageei a nuca. Os ombros. As costas. As mãos grandes cobriam demais dela, e mesmo assim eu ia devagar, vértebra por vértebra, sentindo cada nódulo de tensão que o dia tinha deixado. A espuma desceu pela coluna, pela curva da cintura, e eu acompanhei com a palma, sem pressa de chegar entre as pernas.

— Você está me mimando — ela falou, a voz abafada no meu peito.

— Estou te lavando.

— É a mesma coisa, Christian.

— Não é. Mimoso eu sou quando você deixa. Hoje eu só não consigo tirar a mão.

Virei ela de frente para a água, o peito dela no meu, e desci as mãos pelos braços, pelas laterais dos seios, pela barriga. Com cuidado. Sem aperto. A boca foi ao ombro outra vez, aberta, e fiquei ali, os lábios na pele molhada, o nariz no cabelo com cheiro de shampoo barato de motel.

— Me desculpa — falei naquele ombro. — De novo. Eu sei que já falei. Eu vou falar as vezes que precisar.

Moon segurou minha cabeça contra a pele dela.

— Eu ainda estou brava.

— Eu sei.

— Muito.

— Eu percebi, princesa.

A palavra saiu diferente da outra. Ratinha era o começo, o segredo, o que eu só falava quando não tinha mais ninguém. Princesa era o que eu achava que ela merecia ser chamada quando o mundo tentava tratar ela como menos. As duas cabiam nela. As duas cabiam na minha boca.

Ela ergueu o rosto, a água escorrendo no cílio.

— Nunca mais, Christian. Eu não aguento outra noite dessa.

— Nunca mais você vai precisar falar em terminar — respondi, segurando o rosto dela com as duas mãos. — Me escuta. Você é o ar. O oxigênio. A razão. Eu vou lutar por você. Você vem em primeiro lugar. Sempre. Na frente da família, na frente do trabalho, na frente de qualquer nome que eu carregue.

Os olhos verdes encheram outra vez. Não do mesmo choro da porta. Outro.

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